Estudo publicado na revista científica Nature Genetics aponta que o transtorno de personalidade borderline pode ter fatores genéticos. A pesquisa é o maior estudo genético já feito sobre o transtorno e revela que ele pode não ter relações apenas com experiências vividas ao longo da vida, como se pensava até então.
O transtorno de personalidade borderline é uma condição psiquiátrica caracterizada pela intensa instabilidade emocional e comportamental. Na maioria dos casos, o borderline começa a se manifestar no início da idade adulta.
No Brasil, estima-se que dois milhões de pessoas sofram com a condição.
A neuropsicóloga Aline Grafietti comenta sobre os sintomas.
O principal sintoma é a oscilação de humor muito grande. Os transtornos de personalidade estão ancorados em fatores genéticos. No entanto, quando o paciente está em surto, é uma montanha-russa a todo minuto.
Eles costumam mentir muito, eles costumam manipular muito, mas gera neles também um sofrimento muito grande, porque eles têm consciência do que está acontecendo ao redor.
As características do distúrbio são comumente confundidas com os sintomas do transtorno afetivo bipolar, resultando em erros no diagnóstico. A neuropsicóloga Aline Grafietti explica a diferença entre os transtornos.
A bipolaridade, muitas vezes, ela está direcionada para uma questão de química cerebral. No transtorno borderline, isso não acontece.
O diagnóstico é feito por um psiquiatra, a partir da análise da presença de pelo menos cinco sintomas do transtorno de maneira constante. Segundo Aline Grafietti, neuropsicóloga, a condição não tem cura, mas possui tratamento.
O tratamento do borderline é fundamental para que os pacientes tenham uma maior qualidade de vida.