Formigamento, perda de força, fadiga, alteração na visão ou no equilíbrio, problemas urinários. Sintomas que podem passar despercebidos ou serem confundidos com outros problemas de saúde.
Em alguns casos, podem ser sinais de esclerose múltipla.
Crônica, autoimune e rara, a doença afeta o sistema nervoso central e compromete a mielina, uma espécie de capa de gordura que protege os neurônios e ajuda a transmitir informações para todo o corpo.
Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a esclerose múltipla. As mulheres entre 20 e 40 anos são as mais afetadas. E quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de controlar sua evolução e preservar a qualidade de vida.
Esse o principal alerta do Agosto Laranja, mês de sensibilização sobre a esclerose múltipla, que termina neste 30 de agosto, Dia Nacional de Conscientização sobre a doença.
O neurologista e neuroimunologista Flávio Vieira explica a importância do diagnóstico precoce.
Reconhecer a esclerose múltipla nem sempre é simples. Os sintomas variam de uma pessoa para outra e podem ser confundidos com problemas como ansiedade ou até um AVC.
No caso da esclerose múltipla, uma característica importante é a evolução dos sintomas ao longo do tempo.
Nem sempre é um sintoma novo que chama a atenção. Às vezes, é a investigação de algo que a pessoa já convive que dá a dica. Foi o que aconteceu com Valéria Costa.
Ao investigar as dores de cabeça, Valéria passou por uma ressonância magnética. Foi quando veio o diagnóstico de esclerose múltipla. Casos como o dela, que descobriu a doença logo no início, quase por acaso, não representam a maioria.
Mas reforçam a efetividade do tratamento rápido. Em dois anos, ela não apresentou sintomas e leva uma vida normal.
Podcast VideBula 🎙️: Pessoas contam como reagiram ao diagnóstico de Esclerose Múltipla.
Ainda não é possível identificar o que provoca o desenvolvimento da doença. Ela não é genética, nem hereditária. O que se percebe é que alguns fatores de risco aparecem com frequência entre os diagnosticados, como deficiência de vitamina D, baixa exposição solar, tabagismo, obesidade, sedentarismo e contato com o vírus Epstein-Barr.
Esse último, inclusive, é um critério controverso. O neurologista Flávio Vieira conta o porquê.
O diagnóstico pode assustar. Com acompanhamento médico e tratamento adequado, no entanto, a esclerose múltipla não precisa significar abrir mão dos planos, da rotina ou da qualidade de vida.
* A jornalista convive com esclerose múltipla desde 2014.
Em números
- Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a esclerose múltipla