O número de internações hospitalares para cirurgias e tratamentos oftalmológicos realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 652% na área que abrange o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Presidente Prudente (SP) entre 2021 e 2025.
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Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde disponibilizados ao g1, foram 488 internações em 2021. O número saltou para 2. 988 em 2022, caiu para 2. 402 em 2023, ficou em 2.
A categoria reúne procedimentos relacionados a pálpebras e vias lacrimais, músculos oculomotores, corpo vítreo, retina, coróide e esclera, cavidade orbitária e globo ocular, além de conjuntiva, córnea, câmara anterior e íris.
O oftalmologista no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), Claudio Vieira, explica que os números representam diferentes áreas da especialidade e pontua que, apesar do crescimento expressivo no volume de procedimentos, o avanço ainda não foi suficiente para atender toda a demanda da rede pública.
Segundo Vieira, algumas doenças podem provocar perda permanente da visão quando não são tratadas.
O médico avalia que o aumento dos procedimentos representa apenas parte do atendimento da demanda acumulada.
O aumento não foi registrado apenas nas cirurgias e tratamentos. Os procedimentos com finalidade diagnóstica realizados por médicos oftalmologistas na rede ambulatorial passaram de 18.
547, em 2021, para 56. 116, em 2025, uma alta de 202,56%.
Nesse caso, o especialista explica que o aumento está relacionado, entre outros fatores, ao maior volume de consultas e ao avanço da tecnologia na oftalmologia.
Ele explica que uma consulta pode resultar em diferentes exames, dependendo da condição apresentada pelo paciente.
Quais doenças podem ser identificadas.
O aumento dos exames também está relacionado à necessidade de investigar doenças que nem sempre podem ser identificadas apenas pela avaliação clínica.
Entre os problemas que podem afetar a visão estão alterações relacionadas ao diabetes, glaucoma, catarata e degeneração macular, entre outras.
Segundo o especialista, a catarata representa o maior volume de cirurgias e é uma das principais causas reversíveis de perda visual. Já a retinopatia diabética, o glaucoma e a degeneração macular estão entre as doenças que podem provocar comprometimento irreversível da visão.
O médico chama atenção principalmente para o diabetes e o glaucoma, que são doenças silenciosas.
Vieira acrescentou que o glaucoma é a segunda maior causa da cegueira. “Glaucoma não dói, glaucoma não vai ficar com olho vermelho, nada disso”, disse.
O especialista também destaca a importância do acompanhamento para pessoas com histórico familiar de doenças oculares.
O uso prolongado de celulares, computadores e outros dispositivos também exige atenção, principalmente entre crianças e adolescentes. Segundo o oftalmologista, o excesso de tempo diante das telas pode estar relacionado ao aumento de casos de miopia.
O especialista recomenda que os pais estabeleçam limites para o tempo de exposição das crianças e estimulem atividades ao ar livre.
Segundo o médico, sintomas como dor de cabeça, alterações visuais e cansaço também devem servir de alerta. Ele também orienta que alterações na visão não sejam ignoradas.
Vieira ainda destacou que, o ideal, é que o acompanhamento comece ainda na infância, com o teste do olhinho e avaliações durante o período escolar.
Na fase escolar, o acompanhamento pode identificar problemas como miopia, hipermetropia, astigmatismo e estrabismo.
Outra orientação é sobre o uso de colírios sem orientação médica. “Nada de automedicação. Procure o médico, seja o médico clínico geral e principalmente o oftalmologista.
Ele também orienta que as pessoas não utilizem substâncias caseiras para tentar aliviar sintomas.
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Em números
- Cirurgias oftalmológicas pelo SUS saltam de 488 para 3,6 mil em quatro anos na região de Presidente Prudente