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Caso Larissa Morata: Trajetória da bala embasou pedido de prisão de PM suspeito de matar esposa

Perícia indicou que tiro partiu da esquerda para a direita na cabeça da mulher. Como ela era destra, isso seria improvável. Vinicius Silva alega que Larissa se

4 min de leitura
Caso Larissa Morata: Trajetória da bala embasou pedido de prisão de PM suspeito de matar esposa

A trajetória da bala que matou a técnica em radiologia Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, foi um dos elementos que embasaram o pedido de prisão temporária do marido dela, o soldado da Polícia Militar (PM) Vinícius Costa Silva, de 26 anos.

Trajetória da bala embasou prisão de PM.

Informações preliminares dos peritos dão conta de que o disparo que matou a mulher foi dado da esquerda para a direita, acima da orelha esquerda, na parte detrás da cabeça.

Como Larissa é destra, seria improvável ela fazer isso. Motivo pelo qual essa possibilidade acabou afastando a hipótese de suicídio.

O soldado da PM é investigado por suspeita de envolvimento na morte da esposa, no último domingo (6), na residência do casal, em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

A Justiça comum decretou sua prisão a pedido da Polícia Civil. Vinicius foi levado na segunda-feira (7) para o presídio Romão Gomes da PM, na capital paulista.

Segundo a delegada Bruna Caracho Crippa, responsável pela investigação, a versão de suicídio foi descartada após o Instituto Médico Legal (IML) identificar durante o exame necroscópico detalhes sobre o trajeto do projétil e a forma como Larissa morreu.

A principal hipótese investigada é de femincídio.

A médica legista observou alguns dados curiosos em relação sobre o trajto e a trajetória desse projétil e a forma como essa moça, essa mulher veio a óbito e somado também há outras razões.

Formei o juízo de convicção e decidi representar pelo pedido da prisão temporária dele", disse a delegada, na segunda-feira (7), à imprensa. "Eu concluí que nós tinhamos elemento de crime.

A arma do PM, uma pistola Taurus calibre 357, que teria sido supostamente usada por Larissa para tirar a própria vida, na versão do marido, foi apreendida pela polícia.

Ela será periciada pelo Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica.

Vinicius negou à investigação a senha de seu celular para ser periciado. O aparelho foi apreendido. Policiais suspeitam que o soldado possa ter apagado mensagens de conversas com Larissa.

Vinicius nega o crime e diz que Larissa se matou após ele pedir a separação. A família não acreditou nessa versão e falou que a mulher foi vítima de feminicídio.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso segue sendo investigado como "morte suspeita" a esclarecer. E a principal hipótese investigada passou a ser de assassinato.

A Delegacia Central de Embu das Artes aguarda os resultados dos exames do IML e do IC para confirmar que Larissa foi assassinada por Vinicius. Os peritos também vão marcar uma data para fazer a reconstituição do caso.

Quando isso ocorrer, ele poderá ser indiciado por feminicídio, que é o assassinato de uma mulher por razões da condição do sexo feminino. Se condenado, a pena poderá ser de 20 a 40 anos de prisão.

Testemunhas também disseram que suspeitam que o marido estivesse interessado em herdar os bens que a esposa havia adquirido, como alguns imóveis.

A mulher morava com o soldado Vinicius e o filho do casal, que tem 2 anos. Os três estavam no imóvel no momento do disparo. O marido acionou a PM, que foi ao local e encontrou Larissa morta dentro do banheiro.

A arma usada pertence a Vinícius e foi encontrada embaixo do corpo de Larissa. O revólver foi apreendido para perícia, assim como o coldre, o carregador, munições e o estojo de munição.

O marido contou que Larissa chorou e se matou após ele dizer que não a amava mais e queria se separar. Depois disse que foi dormir no quarto e acordou com um barulho.

Ao ver o que era, encontrado a mulher caída no banheiro.

Mulher de PM é encontrada morta com tiro na cabeça e arma do marido sob o corpo em Embu das Artes.

Além de Vinicius, a irmã dele, que estava no imóvel antes do disparo, contou à investigação ter ouvido o casal conversar sobre se separar.

O g1 tenta localizar a defesa do policial para comentar o assunto. Ele está no mesmo presídio militar para onde foi levado o tenente-coronel Geraldo Neto, preso preventivamente acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves, em 18 de fevereiro deste ano.

Vinicius deverpá passar por audiência de custódia na Justiça. A prisão temporária tem prazo de 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período.

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