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Caso Larissa: além do tiro na cabeça, esposa de PM teve 19 lesões no corpo, conclui laudo

Exame do IML identificou ferimentos em Larissa Morata. Vinicius Silva, seu marido, está preso por feminicídio em Embu das Artes, Grande SP.

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Caso Larissa: além do tiro na cabeça, esposa de PM teve 19 lesões no corpo, conclui laudo

A técnica em radiologia Larissa Morata tinha 19 lesões espalhadas pelo corpo, além do ferimento provocado pelo tiro que a matou, segundo conclusão do laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML).

Perícia usar scanner 3D e luminol no caso Larissa.

O documento, que a equipe de reportagem teve acesso, descreve lesões externas, entre elas equimoses e escoriações encontradas nas palpebras, mão, pés, joelhos, perna e quadril (veja vídeo acima).

A polícia quer saber quando e como esses machucados foram causados.

Larissa morreu baleada na cabeça, dentro do banheiro da casa onde morava com o marido, o soldado Vinicius Silva, e o filho de 2 anos, no último domingo (6), em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita e tem como principal hipótese o feminicídio. Vinicius está preso pelo crime. A tese de suicídio, alegada por ele, foi afastada pela polícia depois dos resultados dos exames periciais.

Nesta sexta-feira (11), peritos da Polícia Técnico-Científica realizaram nova perícia no imóvel. Eles usam scanner 3D, para reproduzir o ambiente e analisar posições, alturas e a trajetória do disparo, e luminol, que pode revelar vestígios de sangue não visíveis a olho nu.

O Instituto de Criminalística (IC) já concluiu que o tiro não foi encostado na cabeça. Segundo a análise pericial, o disparo ocorreu a certa distância e atingiu Larissa pelas costas, enquanto ela estava em pé.

A trajetória da bala foi um dos elementos usados no pedido de prisão de Vinicius, na segunda-feira (7). Como Larissa era destra e o tiro teve trajetória da esquerda para a direita, a hipótese de que ela se matou perdeu força para os investigadores.

O laudo apontou que ela morreu por traumatismo craniano provocado por ferimento de arma de fogo. A pistola usada no disparo pertencia a Vinicius e foi encontrada sob o corpo da vítima.

Caso Larissa: nova perícia vai usar scanner 3D e luminol na casa em que esposa de PM morreu baleada.

No domingo passado, policiais militares foram chamados por Vinicius à residência do casal. Ele afirmou que havia pedido a separação e que, depois disso, Larissa teria pegado a arma dele e cometido suicídio.

A família da vítima contesta a versão. Parentes relataram episódios de ciúmes excessivos, comportamento possessivo, agressões e ameaças atribuídos ao policial.

Também levantaram a possibilidade de motivação patrimonial, já que Larissa havia recebido imóveis de herança e, com a morte dela, os bens poderiam passar para Vinicius.

A irmã de Vinicius, Thamires Matias, também é investigada, por suspeita de fraude processual no caso. Na quinta-feira (10) ela foi alvo de busca e apreensão e depois entregou na delegacia o celular para ser periciado.

A suspeita surgiu após divergências entre os depoimentos dos irmãos. Vinicius afirmou que Thamires não estava na residência no momento da morte. Ela, porém, disse que estava no imóvel quando ocorreu o disparo.

De acordo com a investigação, estavam no imóvel: Larissa, de 29 anos; Vinicius, de 26; o filho do casal, 2; e a irmã do PM, 19.

Vinicius e Thamires ainda não foram interrogados ou indiciados pela Polícia Civil pelos crimes investigados. A polícia aguarda os resultados dos exames periciais para confirmar a versão de assassinato.

Caso Larissa Morata: Trajetória da bala embasou pedido de prisão de PM suspeito de matar esposa.

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