A primavera começa oficialmente no Brasil nesta terça-feira (22), às 21h05 (horário de Brasília), e o período deve ser marcado pelo aumento gradual das chuvas e das temperaturas em grande parte do país.
- A primavera também pode trazer os primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sistema que pode provocar chuva no Sudeste, Centro-Oeste, Acre e Rondônia.
- Na Região Sul, o instituto aponta a possibilidade de episódios de Complexos Convectivos de Mesoescala (CCM).
- Esses sistemas costumam estar associados a chuvas fortes, rajadas de vento, descargas atmosféricas e eventual ocorrência de granizo.
- O aumento gradual das chuvas em boa parte do país também marca o início do plantio das principais culturas de verão.
- El Niño se intensifica e aumenta riscos para várias regiões do Brasil.
- Eventos climáticos extremos no centro da Amazônia preocupam cientistas.
- Planeta bate recorde de calor em agosto e marca 1,65°C acima da média.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a estação segue até 21 de dezembro, às 18h50.
A estação representa transição entre os períodos seco e chuvoso, especialmente na região central do Brasil. Nessa época, o fluxo de umidade vindo da Amazônia se intensifica e contribui para o avanço do período chuvoso no Centro-Oeste e no Sudeste, além de parte do centro-sul da Região Norte.
No outro extremo, o norte do Nordeste tende a registrar volumes menores de precipitação. O INMET destaca principalmente o norte do Piauí e o noroeste do Ceará, onde os acumulados climatológicos ficam abaixo de 100 milímetros.
Com a chegada da primavera, as temperaturas passam a superar os valores típicos do inverno. De acordo com a climatologia apresentada pelo INMET, as médias podem ficar acima de 28 °C nas regiões Norte e Nordeste, além de áreas isoladas do interior do país.
O aquecimento progressivo pode favorecer a intensificação de ondas de calor e aumentar o desconforto térmico. O INMET também aponta maior evapotranspiração, que interfere na umidade do solo, e condições favoráveis à formação rápida de tempestades severas por causa do contraste entre o ar quente e a passagem de frentes frias.
A primavera de 2026 também ocorre em um contexto de formação do El Niño, que já vinha sendo monitorado pelo INMET ao longo do ano. Em junho, o instituto informou que as condições do fenômeno haviam se estabelecido no Pacífico Equatorial e que a tendência era de fortalecimento durante os meses seguintes.
Em setembro, o INMET voltou a destacar uma projeção de El Niño potencialmente muito forte no trimestre de setembro, outubro e novembro, reforçando a necessidade de acompanhamento das condições climáticas ao longo da estação.
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
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