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Corumbá - MS | Sábado, 7 de novembro de 2026 | 14:54

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Saúde

Vacinação focada em grupos mais vulneráveis é eficaz contra mpox

Casos de mpox que surgiram no Brasil em 2026 levaram o Ministério da Saúde a comprar até 20 mil doses da vacina em caráter preventivo e estratégico.

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Saúde — imagem padrão

De acordo com a médica infectologista Carolina Lázari, que integra a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) disse que o Brasil já registrou até outubro, 665 casos da doença, sem óbito.

A especialista disse também que pessoas que cuidam de pessoas infectadas e tem contato diário com o paciente infectado, podem também contrair a doença.

A infectologista Carolina Lázari citou dois surtos da mpox ocorridos em 2022 e 2024. No primeiro surto, em 2022, houve uma epidemia de emergência internacional.

O Brasil registrou 10. 821 casos da doença, por pessoas atingidas pelo vírus 2B.

Já em 2024, ocorreu um surto também grave da doença na República Democrática do Congo. Houve a disseminação de uma nova variante, o vírus 1B, que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar o surto como uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional (ESPII).

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ informou que monitora o aumento do número de casos de mpox, em especial, na capital do estado. As mais de duas mil doses da vacina fornecidas pelo Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (4), serão destinadas ao município do Rio, que concentra o maior número casos: 207 dos 298 já confirmados entre janeiro e 6 de novembro deste ano, sem registro de óbitos.

Em 2025, foram confirmados 119 casos. Por conta do aumento, a SES-RJ mantém vigilância ativa junto aos municípios e reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os casos.

Como parte das ações de enfrentamento à doença, a pasta vai emitir nota técnica com critérios e definições para orientar os municípios fluminenses, e organiza treinamento das equipes técnicas com o objetivo de qualificar a atuação dos profissionais de saúde das prefeituras, responsáveis pela identificação e encaminhamento dos casos.

A Mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus que provoca erupções e lesões na pele. Infectologista do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, Rafael Galliez explica que a transmissão do vírus da mpox ocorre por contato íntimo e por gotículas respiratórias.

Entre as medidas para reduzir o risco de transmissão estão evitar o contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas e procurar atendimento em uma unidade de saúde diante de possíveis sintomas.

As manifestações incluem erupções e lesões na pele, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e cansaço.

Como tudo que envolve doenças infecciosas e transmissíveis, a percepção sobre o aumento de casos nos leva a uma maior atenção. Estamos observando essa tendência e orientando a procura pelos serviços de saúde em casos suspeitos", explica.

A vacinação é destinada prioritariamente a grupos específicos, conforme critérios epidemiológicos definidos pelo Ministério da Saúde. A imunização é destinada, prioritariamente, às pessoas vivendo com HIV (PVHIV) que apresentaram maior risco de agravamento pela doença, mediante levantamento prévio e agendamento.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) retomou, nesta sexta-feira (6), a vacinação contra a mpox. A imunização será realizada de forma escalonada, priorizando os grupos com maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de formas graves da doença.

Nesta primeira etapa, serão contempladas apenas as pessoas vivendo com HIV/Aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 células/mm³ e que tenham 18 anos ou mais.

A ampliação para outros grupos, incluindo as demais pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA) e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), ocorrerá sequencialmente conforme a disponibilidade e o envio de novas doses pelo Ministério da Saúde.

Em números

  • Ia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) disse que o Brasil já registrou até outubro, 665 casos da doença, sem óbito
  • Em 2025, foram confirmados 119 casos

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