Na terça-feira, escrevi sobre como fatores de risco subestimados tornam o AVC em mulheres ainda mais perigoso. Hoje, continuo tratando do cérebro feminino – dessa vez, abordando o burnout, tema da palestra da psicóloga e escritora Ana Luiza Novis no Neuro 2026.
Afastamentos por burnout crescem mais de 800% em quatro anos.
Na dimensão institucional, encontramos um vício de origem: as organizações simplesmente foram pensadas para o trabalho sem responsabilidade de cuidado. Ou seja, quem tem filhos deve se comportar como se eles não existissem – e o mesmo se aplica a pais enfermos ou em processo de declínio cognitivo.
Novis citou também a sobrecarga nas profissões de cuidado, como as da área da saúde, envolvidas em níveis críticos de exaustão: atuam em setores de alta complexidade e convivem com a precariedade de infraestrutura, insatisfação salarial e falta de oportunidades de crescimento profissional.
Na sua opinião, assistimos, inclusive, a uma outra forma bastante tóxica de lidar com a situação: “São as pessoas viciadas em desempenho, que trabalham 14 horas por dia e passam o tempo todo dizendo que está tudo ótimo”.
Fatores modificáveis para evitar a demência.
Sempre é bom lembrar que dois terços dos pacientes com Doença de Alzheimer são mulheres – e os países de baixa e média renda serão os mais afetados pela enfermidade nos próximos anos.
No entanto, há 14 fatores de risco modificáveis com potencial de prevenir 45,3% dos casos de demência no mundo. No Brasil, esse percentual é mais impressionante: chega a 59,5%.
Vamos a eles: nível de escolaridade, depressão, sedentarismo, hipertensão, diabetes, obesidade, perda de audição, lesões traumáticas no cérebro, LDL (o colesterol ruim) alto, tabagismo, consumo excessivo de álcool, perda de visão, poluição atmosférica e isolamento social.
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