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Polícia Civil indicia sargento por feminicídio de capitã da PM em BH

Michele Leão Azevedo, de 41 anos, morreu na noite de 20 de julho. Marido dela, Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37, foi preso preventivamente durante as in

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Polícia Civil indicia sargento por feminicídio de capitã da PM em BH

Capitã da PM morta em BH: o que a investigação descobriu até agora.

A Polícia Civil concluiu nesta sexta-feira (21) o inquérito sobre a morte da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, de 41 anos, e indiciou o marido dela, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37, por feminicídio.

O crime ocorreu no mês passado, em Belo Horizonte (relembre mais abaixo).

O inquérito policial, instaurado para apurar a autoria, materialidade, motivação, dinâmica e circunstâncias do feminicídio, foi concluído e enviado à Justiça, nesta data.

Outras informações não poderão ser prestadas, tendo em vista que o procedimento tramita sob sigilo decretado pelo Poder Judiciário", afirmou a instituição.

No último 31 de julho, a TV Globo teve acesso a um laudo do Instituto Médico Legal (IML) que apontou a presença de substâncias associadas ao ecstasy e de anfetamina no organismo da vítima.

A detecção dos compostos, entretanto, não permitia concluir a causa da morte, que continuou sob investigação.

Com o término das apurações, o inquérito será analisado pelo Ministério Público, que deve decidir se apresenta uma denúncia formal à Justiça, se arquiva o processo ou se pede novas diligências.

Se o caso for remetido ao Judiciário e aceito pelo juiz, o sargento vira réu e passa a ser julgado.

A capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo morreu na noite de 20 de julho. Ela foi levada já sem vida pelo marido, o sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira, ao Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte.

O homem foi preso em flagrante depois que a equipe médica identificou múltiplos ferimentos pelo corpo da policial, além de um corte profundo na região frontal da cabeça.

De acordo com a Polícia Civil, os sinais apresentados pela vítima eram compatíveis com violência. Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.

Em depoimento, Eduardo Abner negou ter cometido qualquer crime. Ele alegou que o casal havia consumido bebidas alcoólicas e drogas durante uma festa realizada no apartamento onde moravam.

O sargento também afirmou que os ferimentos ocorreram durante práticas sexuais consensuais e disse ainda que Michele caiu de uma escada e bateu a cabeça.

Os primeiros levantamentos da investigação, no entanto, indicaram que a capitã havia morrido entre quatro e seis horas antes de dar entrada no hospital. Desde o início, o caso era investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Durante as primeiras diligências no apartamento, investigadores apreenderam um cabo de madeira quebrado, encontrado no lixo próximo à saída de emergência do prédio.

Conforme o boletim de ocorrência, o objeto pode ter sido utilizado nas agressões.

A polícia também constatou que as roupas de cama haviam sido retiradas da cama e estavam limpas, ainda molhadas, dentro da máquina de lavar. O carro de Eduardo Abner também foi apreendido e já passou por perícia.

No último 28 de julho, investigadores fizeram uma perícia complementar no local. Segundo a delegada responsável pelo caso, novas diligências ainda poderiam ser realizadas e, por isso, o apartamento permaneceria interditado até a conclusão da investigação.

No fim do mês passado, o Laboratório de Toxicologia do Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte analisou a urina da PM e detectou compostos sintéticos como metilenodioxianfetamina (MDA) e metilenodioximetanfetamina (MDMA) na amostra.

Polícia Civil faz nova perícia em apartamento onde capitã da PM morreu; marido é investigado por feminicídio em BHExame identifica ecstasy e anfetamina na urina de capitã da PM morta em Belo Horizonte.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Minas, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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