A Justiça de São Paulo revogou, no último dia 6 de agosto, a prisão do empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, preso desde fevereiro e acusado de matar a esposa ao jogá-la do 10º andar de um prédio na Zona Sul de São Paulo.
Alex Bispo era dono de uma empresa ligada ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), da empresária Karina da Gama. Ela também é produtora do filme "Dark Horse", que conta a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (entenda mais abaixo).
Bispo é apontado pelo Ministério Público de São Paulo como membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), e que teria o apelido de "Escorpião do PCC.
Fantástico teve acesso a imagens que mostram a última madrugada da mulher que morreu ao cair do 10º andar de um prédio.
O empresário estava preso desde dezembro do ano passado, após ser flagrado agredindo Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, no estacionamento do condomínio, horas antes de ela ser encontrada morta.
O crime aconteceu na madrugada de 29 de novembro. Câmeras de vigilância do prédio registraram a agressão. Alex Bispo foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de feminicídio e se tornou réu.
A decisão pela liberação do réu foi tomada pelo juiz da 5ª Vara do Tribunal do Júri, na Barra Funda.
Ao revogar a prisão, o juiz determinou que Alex Bispo não se ausente da cidade por mais de oito dias, não mude de endereço, compareça em juízo bimestralmente e mantenha o telefone atualizado.
Ele também está proibido de se aproximar das testemunhas do crime.
Documentos mostram o elo entre PCC e produtora do filme 'Dark Horse.
Por meio de nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo disse que “não se manifesta sobre questões jurisdicionais”.
PF terá acesso a informações de ONG ligada à produtora do filme sobre Jair Bolsonaro, decide ministro do STFPolícia investiga se dinheiro de contrato da Prefeitura de SP com ONG foi usado para financiar filme sobre BolsonaroONG da produtora de filme de Bolsonaro é alvo de operação por suspeita de desvio de recursos em contrato milionário de wi-fi com a Prefeitura de SP.
Antes de ser preso, Alex Bispo dos Santos era dono da empresa Favela Conectada Serviços e Tecnologia Ltda., que foi contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), da empresária Karina da Gama.
Karina é proprietária do ICB e também da produtora Go UP, responsável pela produção do filme "Dark Horse". As duas empresas funcionam no mesmo endereço, segundo os registros públicos.
Após a prisão de Alex, a empresa Favela Conectada mudou de dono e de nome. Em janeiro de 2026, segundo registros da Junta Comercial de São Paulo (Jucesp), ele deixou de ser sócio da empresa, e o controle passou para Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, que morava no mesmo endereço de Alex, segundo o registro na Jucesp.
A empresa, que passou a se chamar Urban Connect Serviços e Tecnologia Ltda., continuou recebendo valores do ICB mesmo após a prisão do antigo dono.
Reportagem publicada pelo g1 em 18 de junho divulgou que uma segunda empresa terceirizada por Karina afirma, em processo que tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo, que a empresa de Alex Bispo foi usada como empresa de fachada.
Polícia apura uso de verba da prefeitura de SP em ‘Dark Horse’.
William Silva Ferreira, dono da Ultra IP, afirma que a empresa dele foi responsável pela instalação dos 3. 500 pontos de wi-fi que a ONG de Karina instalou na cidade até agora e que a Favela Conectada/Urban Connect foi usada pela produtora de "Dark Horse" para sustentar uma fraude no contrato do ICB com a Prefeitura de São Paulo.
O ICB, a Urban Connect e a Favela Conectada foram alvo, no início de junho, de mandados de busca e apreensão da Polícia Civil de São Paulo, no inquérito que tramita no Ministério Público sobre o suposto uso de recursos do contrato de wi-fi da prefeitura para o financiamento do filme sobre Bolsonaro.
Na ocasião, a polícia apreendeu documentos nos endereços ligados a Karina e seus fornecedores. O celular e os computadores da empresária também foram apreendidos.
Operação investiga se dinheiro da Prefeitura de SP foi desviado para filme sobre Bolsonaro.
Nesta segunda-feira (24), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que a Polícia Civil paulista compartilhe os documentos apreendidos na chamada ‘Operação Wi-fi’ com a Polícia Federal.
A PF investiga emendas que deputados federais ligados ao bolsonarismo que foram repassaram para as empresas de Karina da Gama.
A Polícia Civil de São Paulo informou que recebeu no fim da tarde desta segunda-feira (24) a decisão do ministro Flávio Dino.
Segundo a determinação de Dino, a Polícia Civil tem prazo de cinco dias para fornecer os dados brutos, extrações de celulares e documentos apreendidos durante a operação.
PF terá acesso a informações de ONG ligada à produtora do filme sobre Jair Bolsonaro.
A TV Globo apurou que o delegado responsável pela investigação em São Paulo já entrou em contato com o delegado da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, em Brasília, para providenciar a remessa do material o mais rápido possível.
A empresária sempre negou uso de dinheiro público no filme, mas não apresentou na perícia nenhum recibo, transferência ou nota fiscal da origem e destino do dinheiro para a produção (veja mais aqui).
Fontes
Informação baseada em material público de G1 São Paulo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.