Ir para o conteúdo
Regionais Revisado por ULTRA AI

Justiça manda Meta pagar R$ 50 mil a Miss São Paulo por não excluir na íntegra comentários racistas

Segundo a defesa de Milla Vieira, Instagram manteve parte dos ataques acessível mesmo após decisão judicial determinar a exclusão; empresa também teria fornecid

3 min de leitura
Justiça manda Meta pagar R$ 50 mil a Miss São Paulo por não excluir na íntegra comentários racistas

Milla foi alvo de ataques depois da divulgação do resultado do concurso. Entre as mensagens, havia comentários questionando a vitória da modelo, que é negra, como “ganhou pela cota, só pode” e “calado eu me deito, sem processo me levanto”.

Um dos ataques também chamou a modelo de “miss Cracolândia” (veja mais abaixo).

Ainda em 2024, a Justiça havia determinado que a empresa fornecesse os endereços de IPs de 93 usuários que fizeram os comentários. Segundo a defesa, a entrega também foi parcial e ocorreu fora do prazo.

A TV Globo procurou a Meta, mas a empresa disse que não irá comentar sobre o caso.

Ao comentar a decisão, Milla Vieira disse que pretende usar a visibilidade conquistada como Miss São Paulo para conscientizar sobre ataques nas redes sociais.

Tudo isso aconteceu enquanto eu ainda disputava o Miss Brasil. Foi um período extremamente difícil, mas decidi não aceitar aquilo em silêncio. Essa vitória não é apenas minha.

É de todas as pessoas que já foram atacadas, humilhadas ou perseguidas atrás de uma tela e sentiram que não poderiam fazer nada.

Ela ainda afirmou que as plataformas precisam assumir responsabilidade e que a sociedade precisa entender que liberdade de expressão não é liberdade para destruir alguém.

Os comentários criminosos foram feitos nas redes sociais após a divulgação do resultado do concurso, realizado em 24 de julho. Diversos usuários escreveram contestando a vitória de Milla, uma mulher negra.

Ganhou pela cota, só pode";"Calado eu me deito, sem processo me levanto";"Por que agora tem cota reservada nestes concursos?""Perderam a noção de beleza mesmo, lacração tá f.

Em entrevista à GloboNews, na época, a modelo falou sobre o sonho de vencer o concurso e a indignação ao saber dos ataques.

Adriana Camila, conhecida como Milla Vieira, nasceu na Zona Norte de São Paulo e trabalha desde os 11 anos, quando vendia doces na barraca dos pais.

Em 2014, ela venceu um concurso de miss e foi para a Polônia representar o Brasil. Depois da disputa, ela começou a carreira de modelo fora do país. Segundo a defesa, ela aprendeu inglês, espanhol e italiano.

Em 2021, Milla voltou ao Brasil. Neste ano, ela participou do concurso Miss Universe São Paulo, em julho, e foi eleita. Desde então, a modelo passou a receber ataques pelas redes sociais.

Miss Universe SP relata ataques racistas.

Em números

  • Justiça manda Meta pagar R$ 50 mil a Miss São Paulo por não excluir na íntegra comen
  • Justiça manda Meta pagar R$ 50 mil a Miss São Paulo por não excluir na íntegra c

Fontes

Informação baseada em material público de G1 São Paulo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 São Paulolink

Leia também

Mais em Regionais