O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (20), durante caminhada no Capão Redondo, na Zona Sul da capital, que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão sujeitos à lei, mas defendeu cautela em eventuais processos de impeachment para evitar a politização do Judiciário.
Haddad foi questionado sobre a declaração do governador Tarcísio de Freitas, que afirmou ser favorável ao impeachment de ministros do STF durante uma sabatina na CBN.
Tarcísio comparou a possibilidade ao processo de impeachment de presidentes da República.
O petista, porém, ressaltou que um eventual processo contra um ministro do Supremo não pode ser motivado por interesses políticos.
Segundo Haddad, seria perigoso utilizar a possibilidade de impeachment para afastar um ministro que esteja conduzindo uma investigação ou julgando determinado caso.
Questionado novamente se seria favorável ao impeachment de ministros do STF, Haddad condicionou o apoio à existência de um crime cometido pelo magistrado.
O candidato também alertou para o risco de que o instrumento seja usado para pressionar ou perseguir integrantes do Judiciário por decisões tomadas no exercício da função.
A queda de braço entre os Poderes começou durante o governo de Jair Bolsonaro e voltou ao centro do debate após a prisão do ex-presidente. Candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro transformou o tema em uma das bandeiras de sua campanha.
A declaração ocorre em meio ao debate sobre a relação entre o Executivo, o Legislativo e o STF e às críticas de setores da direita a decisões recentes da Corte.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 São Paulo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.