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Durigan vira porta-voz de Lula em ofensiva contra Flávio na economia

Ministro da Fazenda teceu várias críticas ao núcleo Bolsonaro na última semana e chegou a atribuir inflação ao grupo

4 min de leitura
Durigan vira porta-voz de Lula em ofensiva contra Flávio na economia

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem defendido a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com críticas ao principal adversário do petista na eleição, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em entrevistas na última semana, Durigan chegou a chamar de “balela” uma proposta da equipe econômica de Flávio, atribuiu parte da pressão inflacionária às guerras apoiadas pelo bolsonarismo e afirmou que o governo de Jair Bolsonaro foi marcado por uma “anarquia regulatória”, com efeitos sobre a economia e a criminalidade.

Nome de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-ministro Fernando Haddad, Dario Durigan assumiu o comando do Ministério da Fazenda com a missão de dar continuidade à política econômica do início do mandato de Lula.

Ele é visto no mercado e no Congresso Nacional como um nome de continuidade, sem ruptura na condução da agenda econômica.

Formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP) e com mestrado pela Universidade de Brasília (UnB), Durigan é servidor de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU).

Ao longo da trajetória, acumulou experiência em áreas estratégicas do governo federal, especialmente na formulação de políticas públicas e na articulação jurídica de projetos econômicos.

Na última quinta-feira (20/8), Durigan completou cinco meses no cargo. Ele assumiu o posto com a saída de Fernando Haddad (PT), que se candidatou ao governo de São Paulo.

Antes, o escudeiro lulista era o número dois na pasta, com o cargo de secretário-executivo.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Acordo é homologado no STF para salvar o BRB.

Na condição de comandante da política econômica do atual mandato petista, Durigan tocou pautas de importância para Lula, como o aperto na atuação das empresas de apostas e o programa Novo Desenrola Brasil, o Desenrola 2.

Nas últimas semanas, Durigan tem concedido entrevistas nas quais defende o legado econômico do atual mandato lulista e sinaliza, ainda que sem maior profundidade, os rumos de um possível quarto mandado lulista a partir do próximo ano.

Nesta cruzada, o ex número dois da Fazenda se apresenta como porta-voz de Lula em ofensiva contra Flávio na economia.

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Na sequência, Durigan questionou se a “família Bolsonaro” iria passar a discutir a situação fiscal do país com o Supremo Tribunal Federal (STF).

A inflação medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo soma (IPCA), soma 4,44% nos últimos 12 meses acumulados até julho.

O índice é, pelo menos em parte, reflexo da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Ao falar do tema na sexta, Durigan incluiu a família Bolsonaro no assunto.

A relação da inflação com a guerra se dá pela alta nos preços do barril do petróleo. O item mais caro contamina os valores de outros produtos.

Outra crítica de Durigan direcionada ao núcleo Bolsonaro, que tem Flávio como figura mais evidente no momento, em função da candidatura à Presidência, foi da existência de uma “anarquia regulatória” na economia.

Os principais pontos seriam as empresas de apostas e as fintechs na gestão de Jair Bolsonaro, que tinha Paulo Guedes como ministro da Fazenda.

A Operação Carbono Oculto foi deflagrada pela Receita Federal, pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Federal (PF), em agosto do ano passado, para desarticular um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal do Primeiro Comando da Capital (PCC) que envolvia a atuação de fintechs.

O aumento no endividamento público tem sido um dos pontos pelos quais o governo Lula três tem sido mais questionado. O Boletim de Estatísticas Fiscais, divulgado pelo Banco Central (BC), no último dia 31, apontou que a dívida bruta do país atingiu 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB).

Déficit é quando as despesas são maiores do que as receitas, superávit é quando acontece o contrário.

Para este ano, a meta fiscal é de superávit de 0,25% do PIB, mas o piso da meta é de equilíbrio fiscal, ou seja, despesas iguais à arrecadação. De acordo com o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, as projeções de 2026 até 2028 são, inevitavelmente, de superávit.

Fontes

Informação baseada em material público de Metrópoles, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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