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Câmara de Curitiba aprova cassação do mandato de Lórens Nogueira, investigado por rachadinha

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Câmara de Curitiba aprova cassação do mandato de Lórens Nogueira, investigado por rachadinha

Vereador Lórens Nogueira é filmado recebendo dinheiro vivo de funcionária.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (20), durante uma sessão especial que contou com a presença de 32 dos 38 vereadores.

Depois de reconhecerem a procedência da ação, os vereadores votaram a dosimetria da sanção – considerando a gravidade da infração, a repercussão dela em relação à imagem da Câmara e o grau de participação de Lórens no caso.

Nesse aspecto, 30 vereadores votaram pela cassação do mandato, enquanto apenas Lórens votou pela suspensão do mandato por 120 dias como forma de substituição de pena.

O parlamentar foi alvo de um processo por quebra de decoro parlamentar após ser investigado por suspeita de exigir de uma servidora comissionada o repasse de parte do salário.

A Comissão Processante que apurou o caso concluiu pela cassação do mandato do parlamentar.

Segundo o parecer, a cobrança de parte dos salários teria ocorrido com uma servidora que ocupava, por indicação de Lórens, um cargo em comissão no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR).

Lórens chegou a ser afastado cautelarmente do cargo pela Justiça, por 90 dias, mas a decisão foi suspensa na segunda-feira (17).

O g1 procurou a defesa do vereador, que não respondeu até a última atualização desta reportagem.

Servidora afirma que fez empréstimo para pagar os valores.

Servidora diz que fez empréstimo para entregar dinheiro ao vereador Lórens Nogueira.

A servidora que relatou ter repassado parte do salário ao vereador afirmou, em depoimento ao MP, que chegou a pedir ajuda financeira da família e até a fazer um empréstimo para conseguir entregar o dinheiro exigido pelo parlamentar.

A servidora também disse que precisava participar de eventos promovidos pelo instituto presidido por Nogueira, inclusive aos fins de semana e feriados.

No fim de maio, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) admitiu a representação por quebra de decoro parlamentar apresentada contra o vereador. A abertura do processo na Câmara aconteceu um dia depois de o parlamentar ser alvo de uma operação do Gaeco.

Até então, Lórens ocupava o cargo de presidente do Conselho de Ética da Câmara de Curitiba. Após a repercussão do caso, ele pediu para deixar o Conselho.

No depoimento ao MP, o vereador afirmou que o dinheiro é fruto de economias que faz há tempos, já que atua como assessor político desde 2015.

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Fontes

Informação baseada em material público de G1 Paraná, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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