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Política Revisado por ULTRA AI

Veja o que é #FATO e o que é #FAKE na entrevista de Romeu Zema ao g1 e à GloboNews

Candidato à Presidência da República pelo Novo foi entrevistado nesta quinta-feira (6) pelas jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery.

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Veja o que é #FATO e o que é #FAKE na entrevista de Romeu Zema ao g1 e à GloboNews

O candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, foi entrevistado pelo g1 e pela GloboNews nesta quinta-feira (6).

Conduzida pelas jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery nos novos estúdios da GloboNews, no Rio, a entrevista faz parte de uma série realizada com os presidenciáveis. Foram convidados os cinco primeiros colocados na pesquisa Datafolha mais recente, divulgada em 24 de julho.

"Eu, como governador, fiz um governo de sete anos e meio sem nenhum escândalo, sem nenhuma corrupção."

Em 2025, a Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal (PF) revelou um esquema bilionário de corrupção na mineração em Minas Gerais e atingiu diretamente o alto escalão do governo Zema. Pelo menos quatro dirigentes de órgãos ambientais e de patrimônio foram exonerados ou afastados dos cargos após serem citados nas investigações.O inquérito aponta que o grupo criminoso — formado por empresários, delegados e políticos — subornava servidores públicos para obter licenças ambientais que permitiam a exploração e o manuseio do minério de ferro em diferentes regiões do estado, algumas delas próximas de unidades de preservação ambiental. Entre os alvos do esquema, estavam funcionários da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais.

"Está aí o Banco Master. Quem é que teve envolvimento com o Banco Master? Só entes públicos, o BRB [Banco de Brasília], quem mais? Os fundos de pensões públicos. Não se viu banco privado nem fundo de pensão privado envolvido. Nós estamos num momento diferente."

"Quando eu assumi em 2019, 1º de janeiro, eu assumi um estado que era uma verdadeira massa falida. 240.000 servidores públicos com nome sujo no SPC e Serasa, porque o governo do [ex-governador Fernando] Pimentel, do PT descontou desses servidores o empréstimo consignado e não fez os repasses aos bancos."

"Eu não tenho ninguém do meu partido sendo investigado."

"E tenho também o meu governo no estado onde eu nasci, que criou mais de 1 milhão de empregos e tem uma situação econômica hoje muito melhor do que aquela de oito anos atrás, quando eu assumi."

Em 2018, ano anterior ao início do primeiro mandato de Zema como governador de Minas Gerais, a taxa de desemprego no estado foi de 10,8%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já no primeiro trimestre de 2026, a taxa de desocupação ficou em 5%, também de acordo com a Pnad. Portanto, o índice baixou 5,7 pontos entre 2018 e o início deste ano. O Censo de 2022 do IBGE apontou que o estado de Minas Gerais tem 16.627.121 pessoas com 15 anos ou mais. A taxa de desemprego é calculada com base na população com 14 anos ou mais. Ou seja, 5,7% deste montante representaria 947.745.

"No meu primeiro mês como governador, nós tivemos o rompimento da barragem de Brumadinho. Aí nós mudamos tudo, absolutamente tudo. Tornamos os critérios muito mais seguros, tanto é que esse evento completou agora sete anos e nós não tivemos nada nesse período. Das 54 barragens que ofereciam risco ao Estado de Minas, 18 já não existem mais, foram descomissionadas. Nas demais, o material está sendo retirado."

"Tenho, inclusive, respondido um processo do intocável Gilmar Mendes, que se sentiu caluniado."

Zema é alvo de um processo classificado como crime de calúnia, que tramita em segredo de justiça no Superior Tribunal de Justiça (STJ), após ser acusado pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. O candidato à Presidência foi intimado pela Justiça Federal em 1º de junho deste ano. O caso diz respeito a um vídeo postado por Zema no Instagram em 5 de março. Na publicação, os Gilmar Mendes e Dias Toffoli, também do STF, foram retratados de forma irônica por meio de fantoches, em um conteúdo que trata do Banco Master.Em 20 de abril, Gilmar Mendes pediu que Zema fosse incluído no inquérito das Fake News. Mas em 15 de maio, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, repassou o caso ao STJ, afirmando que aquele seria o foro adequado, já que o suposto crime teria sido cometido no exercício do mandato de governador.

"60 milhões de brasileiros não moram no Brasil, moram em áreas controladas pelo PCC, pelo Comando Vermelho e outras facções."

Pesquisa contratada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública junto ao Datafolha publicada em maio deste ano estima que 68 milhões de brasileiros percebem a presença de grupos criminosos envolvidos com o tráfico de drogas ou milícias no seu bairro de moradia, o equivalente a 41% da população. Destes, quase metade classifica essa atuação como "visível" ou "muito visível". No entanto, 12% dos entrevistados disseram ter sido compelidos a contratar serviços oferecidos pelos criminosos. A diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Samira Bueno afirmou em entrevista a "O Globo" que essa pode ser interpretada como uma "notícia positiva" do levantamento, em termos de incidência, pois essa "nova camada, ainda mais cruel de exploração da população nesses territórios, ainda parece restrita a algumas localidades".Em 2025, o Datafolha publicou estudo também encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no qual indicou que ao menos 28,5 milhões de pessoas convivem com o crime organizado no bairro onde vivem. Já o estudo "Governança criminal na América Latina: prevalência e correlações", realizo pela universidade britânica Cambridge e publicado em agosto do ano passado, apontou que entre 50,6 milhões e 61,6 milhões de pessoas vivem em locais com regras imposta por facções criminosas.

"Hoje, lá em Minas, a coronel do Corpo de Bombeiros, a coronel da Polícia Militar e a delegada geral da Polícia Civil são mulheres. Nenhum outro estado do Brasil tem isso hoje."

Os cargos de comando do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Polícia Civil de Minas Gerais são ocupados por mulheres. As instituições são atualmente lideradas, respectivamente, pela coronel Jordana de Oliveira Filgueiras Daldegan, pela coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues e pela delegada-geral Letícia Baptista Gamboge Reis.O Fato ou Fake consultou os comandos de cada uma delas nos 26 estados e no Distrito Federal, com base nas informações disponíveis em sites oficiais dos governos, e confirmou que nenhum outro ente federativo tem mulheres ocupando esses três cargos de comando.

"Foi no meu governo que nós aplicamos a maior multa ambiental da história. Quando teve a tragédia de Mariana no governo do PT, não aplicaram nada. Quando teve a de Brumadinho, nós aplicamos uma multa tão bem aplicada, que a de Mariana foi refeita lá para cima."

Participaram da checagem: Clara Gomes Simão, Danilo Perello, Hadass Leventhal, Jean Roque, Jerusa Campani, Jorge Fofano, Lorena Fraga, Mel Trench, Roney Domingos e Vinícius Lucena.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Políticalink

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