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Política Revisado por ULTRA AI

Bilhões de reais, máscara mortuária de Mário de Andrade e tênis de corrida: o que declaram os candidatos

Autodeclaração de bens é exigência para o registro da candidatura, mas não há checagem prévia de informações dos dados inseridos no sistema

4 min de leitura
Política — imagem padrão

Com o início da campanha eleitoral, estão disponíveis para conferência pública os patrimônios de todos os candidatos das eleições 2026. Além de quantias bilionárias –que podem ser fruto de erros–, chama a atenção a especificidade de alguns bens declarados: a lista vai de obras de arte incomuns a coleções de selos e tênis de corrida.

A autodeclaração de bens é uma exigência para o registro da candidatura, mas não há um cruzamento automático de sistemas para que as informações sejam checadas, tampouco uma conferência da autoridade eleitoral.

O objetivo da prestação não é fiscal, como no Imposto de Renda, mas de dar transparência ao eleitor, além de permitir o monitoramento da evolução patrimonial dos candidatos.

Flávio tem o maior patrimônio declarado do clã Bolsonaro, e Jair Renan, o menor; veja valores.

TSE registra maior queda de candidaturas em 3 décadas, sob efeito de federações e de partido de Marçal.

A correção de Lúcia Viana ainda não constava no site Divulgacandcontas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até as 11h30 desta segunda-feira (24).

Candidatos devem declarar bens como imóveis, veículos, participações societárias em empresas e aplicações financeiras, mas ficam de fora salários e rendimentos, que não são considerados patrimônio.

Embora exista a orientação do TSE para que dados sensíveis como endereço e placa de veículos não sejam informados, o nível de detalhamento fica a critério de cada um.

De acordo com o candidato, a máscara pertencia a um colecionador que morreu por volta do ano 2000 —e Rosa a arrematou num leilão, há mais de 20 anos.

O artista que extraiu a máscara de Mário era um escultor chamado João Scuotto, "que se notabilizou fazendo bustos e esculturas de grandes personalidades da época", diz o postulante.

Sou um homem dedicado à educação e à cultura, sempre fui um formador de bibliotecas", afirma o candidato, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com doutorado em literatura.

Procurado pela Folha, o candidato preferiu não dar detalhes, "por segurança, por viver num país complexo". Afirma, porém, que são vários relógios, não somente um.

À Folha, o coronel afirma que a adquiriu na Eberle, indústria metalúrgica em Caxias do Sul. Trata-se de "uma relíquia" de seu acervo, original e adamascada, com 110 centímetros.

A pessoa pode considerar que um quadro é digno de ser registrado, que faz um investimento nos tênis de corrida. Então, tudo que tem relevância patrimonial para ele, é importante fazer declaração.

Mas também é importante que os candidatos estejam atentos, porque isso se torna uma informação pública de relevo", diz o advogado eleitoral Hélio da Silveira.

Entre os bens, há muito dinheiro em espécie (mais de 1. 800 declaram esse patrimônio), declaração de iPhone 17 PRO Max, de linha de telefone fixo, de 6,6% de um Ford Ka (caso do candidato a deputado estadual Marcelo Bolsonaro, PL), de aeronaves ou porcentagens de aeronaves, entre outros.

Precificar obras de arte ou artefatos históricos costuma ser uma tarefa subjetiva e elástica. Há ainda casos em que bens são inseridos no sistema de forma não muito cartesiana.

Por exemplo, na subcategoria "outros bens móveis", vários candidatos descreveram o oposto do que o campo pedia: declararam imóveis.

Para Amanda Cunha, especialista em direito eleitoral, a declaração dos bens da forma como é, sem a exigência de detalhes, é adequada, sobretudo por uma questão de competência.

Não cabe à Justiça Eleitoral avaliar a regularidade do patrimônio", afirma.

O órgão só vai atuar caso haja algum ilícito relacionado à própria gestão de campanha eleitoral, "como por exemplo uma movimentação financeira incompatível que possa indicar um caixa dois de campanha", diz.

A Justiça Eleitoral pode, por iniciativa própria ou quando provocada, exigir a declaração de bens original para verificar a veracidade das informações prestadas pelo candidato.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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