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Política Revisado por ULTRA AI

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Executivos discutiram desafios fiscais, juros altos, produtividade e uso de IA no sistema financeiro durante evento da FEBRABAN

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## Executivos discutiram desafios fiscais, juros altos, produtividade e uso de IA no sistema financeiro durante evento da Febraban.

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O debate fez parte da programação de abertura da Febraban Tech 2026, evento da Federação Brasileira de Bancos realizado em São Paulo. Eis os executivos que participaram do painel.

Milton Maluhy Filho – presidente do Itaú.

Marcelo Noronha – presidente do Bradesco.

Livia Chanes – presidente do Nubank Brasil.

Carlos Vieira – presidente da Caixa Econômica Federal.

Gilson Finkelsztain – presidente do Santander.

Roberto Sallouti – presidente do BTG Pactual.

Os executivos defenderam que os candidatos às eleições apresentem propostas para as contas públicas para o período de 2027 a 2030.

Sallouti relacionou o cenário fiscal ao custo de capital no país. Segundo ele, o diferencial entre os juros brasileiros e norte-americanos deveria ficar entre 150 e 200 pontos-base, mas atualmente está em 500 a 550 pontos-base.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, afirmou que há preocupação do governo com o equilíbrio fiscal e destacou o trabalho do Ministério da Fazenda e da Presidência da República.

Os juros elevados também foram relacionados ao desempenho do mercado de crédito. Maluhy afirmou que taxas altas reduzem a atividade econômica e aumentam a inadimplência, levando os bancos a serem mais cautelosos na concessão de empréstimos.

O executivo citou um aumento de 12 pontos percentuais no endividamento das famílias nos últimos 4 anos e o elevado comprometimento da renda.

No Nubank, a IA é utilizada na avaliação de risco de crédito. A presidente da instituição no Brasil, Lívia Chanes, afirmou que o banco usa modelos próprios para analisar o comportamento dos clientes e melhorar a concessão de empréstimos.

Já Vieira afirmou que o crédito imobiliário da Caixa passou por um processo de digitalização. Segundo ele, o banco realiza cerca de 3. 000 operações por dia nessa modalidade.

Os executivos relacionaram tecnologia e produtividade ao crescimento de longo prazo do Brasil. Sallouti afirmou que, diante das mudanças demográficas, o país não poderá depender do aumento da população para ampliar o PIB potencial.

Segundo ele, será necessário investir em educação, infraestrutura e tecnologia por 10 a 15 anos.

Maluhy, do Itaú, defendeu a produtividade como uma pauta central para o próximo ciclo econômico. Já Chanes citou um ganho de quase 90% na capacidade de entrega de códigos pelos engenheiros após a adoção de IA generativa.

A IA foi outro eixo do painel. Os CEOs relataram aplicações da tecnologia em atendimento, desenvolvimento de software, concessão de crédito e operações financeiras.

No Bradesco, Noronha destacou a BIA, assistente virtual que realizou 74 milhões de transações no 1º semestre de 2026.

Maluhy afirmou que o Itaú pretende levar a IAÍ, ferramenta de IA voltada ao atendimento, a 100% da base de clientes até o fim do ano.

No Nubank, Chanes afirmou que a adoção de ferramentas de IA generativa aumentou em quase 90% a velocidade de entrega de códigos pelos engenheiros.

No Santander, Finkelsztain destacou o uso de dados para acompanhar a evolução do comportamento financeiro dos clientes e ampliar a personalização de produtos.

Já Sallouti, do BTG, afirmou que a questão deixou de ser identificar onde a IA pode ser utilizada e passou a ser avaliar “onde ela ainda não está presente”.

Os executivos ainda discutiram o uso da IA por criminosos e os desafios para o sistema financeiro.

Chanes afirmou que grupos criminosos estão incorporando a tecnologia e defendeu o uso de IA pelos bancos para reforçar a proteção dos clientes.

Sallouti disse que os fraudadores estão cada vez mais especializados e utilizam tecnologia para desenvolver golpes mais sofisticados. Para ele, autoridades de investigação e o Judiciário precisam acompanhar essa evolução.

Em números

  • No Bradesco, Noronha destacou a BIA, assistente virtual que realizou 74 milhões de transações no 1º semestre de 2026
  • Bancos criticam trajetória da dívida e falam em até R$ 580 bi em cortes

Fontes

Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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