Brasília — O governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, exigiu em minuta diplomática que o Brasil garantisse a participação de “dissidentes políticos” na eleição presidencial de 2026. A informação, confirmada por fontes do Itamaraty nesta quinta-feira (17), veio à tona após revelação do jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo a diplomacia brasileira, o texto circulou durante as negociações do tarifaço americano sobre produtos nacionais. A redação pediria eleições “livres e justas” e que o país não detivesse, prendesse nem limitasse “arbitrariamente” adversários políticos no pleito.
Brasil disse não
Integrantes do Itamaraty classificaram trechos da proposta como “absurdos” e afirmaram que o pedido nem entrou na pauta formal das conversas bilaterais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou publicamente que exigências políticas e comerciais do pacote americano foram tratadas como inaceitáveis.
O documento não citava nomes. No ano passado, porém, Trump já havia falado em “caça às bruxas” e mencionado o ex-presidente Jair Bolsonaro ao justificar a alta de tarifas — o que alimenta a leitura política do episódio no Brasil.
Por que importa
É interferência eleitoral disfarçada de condição comercial. Mesmo rejeitada, a minuta escancara o tom da relação Brasília–Washington e entra direto na campanha de 2026.
Redação ULTRA NOTÍCIAS. Fatos sujeitos a atualização conforme novas manifestações oficiais.
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