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Política

'Ridículo', 'ofensa', 'olhar para frente': a reação após Flávio fugir, se dizer 'presidente eleito', apagar

Senadores e partidos defenderam respeito ao resultado das urnas após Flávio Bolsonaro contestar a eleição sem apresentar provas.

5 min de leitura
'Ridículo', 'ofensa', 'olhar para frente': a reação após Flávio fugir, se dizer 'presidente eleito', apagar

No texto, o candidato derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial disse não reconhecer o resultado das urnas no segundo turno da eleição presidencial, acusou suposta fraude eleitoral e afirmou ser o "verdadeiro presidente do Brasil", o "presidente eleito.

Carta de Flávio causa mal-estar; oposição pede respeito a resultado.

Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e descumpriu uma ordem judicial para entregar os passaportes e não deixar o país.

🔎Após divulgar a primeira carta, em formato de imagens, em uma rede social, Flávio divulgou uma nova carta, também em imagens, em que substituiu as expressões "verdadeiro presidente do Brasil" e "presidente eleito" por "líder do Brasil" e "líder.

Após a manifestação, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e indicado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que a Justiça Eleitoral entregou o pleito deste ano com segurança e que as eleições "transcorreram dentro da mais absoluta normalidade.

As alegações, divulgadas sem apresentação de provas, contrariam a postura do PL, partido de Flávio Bolsonaro, e contrastam com a confirmação da vitória de Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O PL reconheceu o resultado eleitoral, pedindo esclarecimentos da Justiça.

Depois, Flávio Bolsonaro apagou a primeira versão da carta e publicou outra, na qual retirou as expressões "verdadeiro presidente do Brasil" e "presidente eleito" e passou a se definir como "líder do Brasil" e "líder.

No plenário do Senado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) classificou a contestação como "ridícula" e afirmou que o resultado eleitoral já foi reconhecido por aliados do candidato derrotado.

A gente precisa, de uma vez por todas, encerrar no Brasil esse circuito ridículo. [...] É ridículo, o candidato a presidente derrotado, o partido reconheceu, o irmão dele estará aqui com a gente em fevereiro, eleito senador.

Os governadores ligados ao candidato derrotado reconheceram. Isso não faz sentido. Causa um prejuízo imenso para o Brasil este tipo de situação", afirmou.

Sabemos que o presidente eleito pela quarta vez foi Lula", acrescentou.

Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso Nacional, afirmou que a iniciativa representa uma "ofensa" ao processo eleitoral.

O derrotado nas eleições foge do país, em um processo que mais se assemelha a uma extração, vai para uma potência estrangeira e, de lá, passa a buscar que essa potência estrangeira não reconheça o resultado das eleições do último domingo", afirmou.

Eu achava que eles já tinham ultrapassado todos os limites. Mas isso é uma ofensa a tudo que foi construído neste país nos últimos 30, 40 anos", completou.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro e líder da oposição no Senado, afirmou que acredita ter "havido algum problema na confecção" do texto.

Aliados de Flávio Bolsonaro se disseram surpresos com a carta e veem caminho para Michelle Bolsonaro (PL), eleita senadora pelo Distrito Federal (DF), assumir um protagonismo na oposição.

Eles classificaram como “sem pé nem cabeça” a autoproclamação de Flávio como “verdadeiro presidente do Brasil”.

Uma importante liderança no Senado se queixou de a carta ter sido encaminhada para a imprensa e publicada nas redes de Flávio antes de uma conversa com as bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado.

Em nota, os partidos PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT afirmaram que "o Brasil não aceita interferência estrangeira em seu processo democrático.

O candidato derrotado nas eleições fugiu do Brasil para não enfrentar a Justiça brasileira. Não por acaso, o candidato derrotado buscou abrigo justamente junto a Trump, que atuou abertamente para interferir em nossas eleições", afirmaram os partidos.

A contestação do resultado não se sustenta. A prorrogação do horário de votação foi pedida pelas duas campanhas, PT e PL, por restrição em transportes públicos e chuvas fortes, e concedida de forma isonômica a todo o país", disseram as siglas.

Em nota, o União Brasil defendeu o reconhecimento do resultado da eleição e afirmou que "é hora de encerrar a disputa.

A eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura e o seu resultado deve ser respeitado", declarou a legenda.

Passada a eleição, é hora de encerrar a disputa e pensar nos enormes desafios que se colocam diante do nosso país. A eleição terminou. O Brasil continua, e precisa de todos nós", afirmou o presidente nacional do partido, Antonio Rueda.

O MDB também divulgou uma manifestação em defesa do resultado.

O MDB reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo", afirmou o partido.

Também em posicionamento divulgado após a carta, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou compreender a "indignação" de Flávio Bolsonaro, mas defendeu o reconhecimento do resultado.

A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também.

Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente", afirmou.

Segundo o governador, a oposição deve atuar "dentro das instituições.

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