A melhora do resultado é vista como um sinal favorável à recuperação da empresa.
As estatais foram um dos focos da eleição presidencial na agenda econômica. Enquanto o presidente Lula, reeleito no último domingo (25), foi cobrado pelo rombo nos Correios, o candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, teve que se defender de quem dizia que seu governo iria privatizar todas as estatais, incluindo o Banco do Brasil.
O governo federal tem 44 estatais, mas só uma parcela delas entra na conta estatística divulgada pelo BC. A autarquia não considera o grupo Petrobras nem as empresas federais do setor financeiro, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Procurado por meio de sua assessoria de imprensa na noite desta quinta, às 18h45, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos não se manifestou sobre o tema.
A argumentação usada por membros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é que um resultado deficitário não significa que a saúde financeira da empresa está comprometida e que o mais importante, ao olhar para a conta das estatais, é verificar se as empresas estão dando lucro ou prejuízo.
Segundo o chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, a autarquia não tem uma base de dados detalhada o suficiente para distinguir, entre as despesas das estatais, o que são gastos correntes e o que são gastos direcionados para investimentos.
Olhando para empresas, isso pode fazer uma diferença grande. O investimento de hoje é um gasto que reduz o caixa, mas se ele for bem feito, for produtivo, ele permite aumento de gasto no futuro", afirmou Rocha na apresentação dos dados fiscais do país.
Em números
- Estatais federais têm déficit recorde de R$ 2 bi em setembro, o maior para mês desde 2002, mostra
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