A Polícia Federal (PF) aguarda para esta quinta-feira (20) o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no inquérito que investiga uma suposta campanha de ataques ao Banco Central (BC) nas redes sociais.
Segundo interlocutores, o depoimento deve ser realizado por videoconferência. Atualmente, Vorcaro está preso no Centro de Detenção Provisória II (CDP II), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
A unidade é conhecida informalmente como "Papudinha" e abriga presos provisórios, ou seja, que ainda aguardam julgamento definitivo.
A investigação ganhou novos contornos em julho, quando a Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter identificado um esquema de contratação de influenciadores e jornalistas para publicar conteúdos favoráveis ao Banco Master e questionar decisões do Banco Central.
O depoimento de Vorcaro ocorre no âmbito da apuração sobre o chamado "Projeto DV", nome atribuído pela PF ao plano que, segundo os investigadores, foi criado para promover campanhas de influência em defesa do banqueiro e do Banco Master.
Em decisão que autorizou uma operação contra o publicitário Thiago Miranda Silva, apontado pela PF como articulador do esquema, o ministro André Mendonça afirmou que os elementos reunidos pela investigação indicam uma estrutura organizada para influenciar debates públicos e pressionar adversários do grupo.
De acordo com a Polícia Federal, pessoas que recusavam participar do projeto também passaram a ser monitoradas.
Os investigadores afirmam que integrantes do grupo utilizavam informações privadas obtidas de maneira irregular para pressionar e intimidar jornalistas, empresários e outras pessoas consideradas obstáculos aos interesses de Vorcaro.
Os investigadores buscam esclarecer qual foi o nível de participação de Vorcaro na criação, financiamento e execução do chamado Projeto DV.
A expectativa é que a PF questione o banqueiro sobre os recursos utilizados para financiar as campanhas e a contratação de influenciadores.
O caso tramita no STF e é acompanhado por ministros da Corte desde a abertura das investigações relacionadas ao Banco Master.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.