Os candidatos à frente da corrida presidencial Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) iniciaram a primeira semana de propaganda eleitoral na internet com estratégias distintas.
Esse padrão é típico de quem lidera a corrida eleitoral, avalia o pesquisador Camilo Aggio, professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital.
Na primeira pesquisa Datafolha após o registro de candidaturas, o atual presidente lidera os cenários de primeiro e segundo turno —na segunda etapa, marca 39% contra 33% de Flávio, e na segunda, lidera por 47% a 43%, no limite da margem de erro.
A "campanha negativa", diz Aggio, costuma ser usada por quem precisa assumir a dianteira. É o caso de Flávio, que alterna diariamente ataques ao governo do presidente e conteúdo leve, como um vídeo com o cachorro que recebeu de presente durante lançamento da campanha em Copacabana, e um quiz descontraído com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), referenciando a figura do pai, Jair Bolsonaro.
Um dos ataques de Flávio ocorreu no último domingo, dia do debate promovido pela Band, do qual o senador não participou. Aliados do senador afirmam que a estratégia de não participar de debates sem a presença de Lula busca antagonizar diretamente com o petista sem virar alvo dos demais candidatos.
Em longo vídeo conversando com a câmera no dia, Flávio disse: "eu quero debater sim com quem tá destruindo o Brasil". Na peça, além de mencionar o fechamento de lojas da rede Casas Bahia e culpar o governo pela alta taxa de juros, citou o caso Lulinha, que causa desgaste à campanha do presidente.
Em recorte da entrevista à Record publicado no mesmo dia, Lula responde sobre o caso do filho de forma direta, sem, tampouco, se aprofundar no tema: "se você fez algo de errado, você deve pagar, deve ser investigado; se tiver culpa, deve ser condenado; se não tiver, vai ser absolvido.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.