O senador e ex-vice-presidente da República Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirma acreditar que haverá no país uma anistia geral pela qual todos os presos por tentativa de golpe sejam soltos e, em contrapartida, o Senado não busque o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Eu acho que nós vamos conceder uma anistia, vai todo mundo anistiado. Solta todo mundo, está todo mundo livre e segue o baile. É óbvio que isso vai pegar muito mal, vai gerar uma certa revolta na população que elegeu gente aí para botar essa turma [ministros do STF] para fora", disse Mourão ao Painel.
Segundo o senador, uma anistia do tipo –semelhante, guardadas as proporções, à de 1979, que libertou presos políticos e ao mesmo tempo livrou de punição militares que cometeram crimes na ditadura– faz parte da cultura brasileira.
Isso é muito comum na nossa história, né, é só analisar. A gente sempre procura uma saída para que ninguém mate ninguém.
O cenário descrito por Mourão, general de quatro estrelas da reserva do Exército, é o mesmo defendido pelo deputado federal reeleito Eduardo Pazuello (PL-RJ) em entrevista à Folha.
Ex-ministro da Saúde de Bolsonaro, Pazuello também é general da reserva (de três estrelas, um degrau abaixo de Mourão).
Apesar das declarações, Mourão disse que não pretende apresentar um projeto de anistia no Senado e que não o apoiaria.
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