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Política Revisado por ULTRA AI

Investigação sobre Lulinha aponta três tentativas frustradas de fechar contrato no Ministério da Saúde

3 min de leitura
Política — imagem padrão

Investigações da Polícia Federal sobre suposta atuação conjunta do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, de Camilo Antunes, o Careca do INSS, e Roberta Luchsinger mencionam três tentativas de fechar contratos no Ministério da Saúde.

Nenhuma das tratativas avançou. A PF, porém, afirma que Lulinha atuava em "comunhão de interesses econômicos" com Roberta. Diz ainda que o filho do presidente seria o beneficiário indireto das ações da lobista.

Procurada, a defesa de Marcola afirma que não teve acesso à íntegra dos autos e ao inquérito e que o vazamento dos conteúdos tem "objetivo de distorcer os fatos e interferir no processo eleitoral.

Diz ainda que os valores foram empréstimos já quitados.

A defesa do Careca afirma que aguarda acesso aos autos para se manifestar. Os advogados de Roberta Luchsinger dizem que só se manifestarão dentro do processo.

A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade. Como advogado do filho do presidente, Marco Aurélio de Carvalho classificou como "esculhambação" a atuação de setores da PF que vazam informações.

O Ministério da Saúde disse que nenhuma das iniciativas "teve qualquer encaminhamento ou repercussão" e que as compras são feitas a partir de concorrências públicas.

Além das três tratativas citadas na investigação, Roberta teve reunião no ministério em outubro de 2023 com representantes da Duosystem, empresa que fornece softwares de gestão de leitos e teleconsulta.

A agenda, porém, ocorreu antes de a lobista e Careca se aproximarem, e a Duosystem não fechou contratos com o governo.

As tratativas para venda de medicamentos à base de cannabis estão no centro das suspeitas da Polícia Federal de tráfico de influência de Lulinha.

A investigação policial aponta que Roberta e Careca se aproximaram em fevereiro de 2024. No mês seguinte, eles tiveram uma reunião com Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde.

Pessoas que acompanharam a discussão disseram que eles apresentaram a Swedenberger o plano de regularizar produtos para a venda no Brasil. O secretário teria dito que o assunto era de competência da Anvisa.

Em maio do mesmo ano, Roberta enviou a Marcola rascunhos de documentos sobre a contratação, segundo a PF. Ele afirma que não repassou os papéis ao ministério.

De acordo com a polícia, Roberta dizia representar o filho de Lula, utilizando a expressão "Eu sou o Fábio", e queria obter 20% de remuneração sobre as vendas.

Duas pessoas ouvidas pela reportagem que acompanharam as discussões —uma com atuação no mercado privado e outra técnica do governo— classificaram o plano como inviável.

Elas afirmam que a ideia do Careca e de Roberta era que o ministério centralizasse a compra para atender pacientes de todo o país com tratamentos garantidos pela Justiça.

Hoje estados e municípios também fornecem os produtos por ordem judicial.

O negócio envolveria a venda de 1,2 milhão de frascos ao ministério por quatro empresas, incluindo a WorldCann, do Careca.

Em números

  • O negócio envolveria a venda de 1,2 milhão de frascos ao ministério por quatro empresas, inc

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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