Governo prorroga até 2027 contratos do Mais Médicos Especialistas
Médicos do primeiro ciclo de contratos poderão continuar no programa até fevereiro do próximo ano.
O Ministério da Saúde decidiu ampliar por seis meses a permanência dos médicos que ingressaram no primeiro edital do Mais Médicos Especialistas, programa lançado no ano passado.
A medida foi publicada nesta quarta-feira (26) no DOU (Diário Oficial da União) e contempla 676 profissionais, que poderão continuar no programa até fevereiro de 2027.
Estes médicos ingressaram na primeira fase da iniciativa, em setembro de 2025.
A prorrogação depende da adesão dos profissionais e da manifestação de interesse dos serviços de saúde onde atuam. A extensão dos contratos ocorre enquanto o governo avalia um modelo de continuidade e fixação desses médicos após o fim do período atual do programa.
Os especialistas estão distribuídos em cerca de 690 estabelecimentos de saúde em 380 municípios. Mais da metade atua no interior, com maior presença no Nordeste, no Norte de Minas Gerais e na região Norte – áreas com maior carência de médicos especialistas, de acordo com a Saúde.
O ministério tem direcionado os profissionais para locais que já possuem unidades de saúde, mas enfrentam a falta de profissionais capacitados para determinados procedimentos.
Segundo a pasta, a cidade de Bocaiuva (MG), por exemplo, saltou de uma média de sete para 104 endoscopias após a chegada de um especialista.
No Acre, há quatro cirurgiões oncológicos em todo o estado, e três deles são do programa. Então, está havendo cirurgia para pacientes com câncer por causa da presença do Mais Médicos Especialistas.
São 75% dos profissionais dessa especialidade vinculados ao programa", destacou a pasta.
Além da permanência temporária, o Ministério da Saúde estuda formas de manter definitivamente os especialistas nestas regiões.
Uma das possibilidades em análise é a criação de novos vínculos, como o regime CLT, com mecanismos de progressão de carreira e incentivos para quem permanecer em localidades de difícil fixação.
A pasta afirmou que já existe uma parceria com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) para acompanhar a atuação dos profissionais e as mudanças nos serviços de saúde.
Ainda segundo o Ministério da Saúde, a região Norte é uma das maiores prioridades do programa. Atualmente, apenas cerca de 6% dos especialistas do país estão na região, enquanto 54% a 55% se concentram no Sudeste.
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Fontes
Informação baseada em material público de CNN Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.