O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou neste sábado (17) o pai, Jair Bolsonaro (PL), de "professor" e afirmou que o ex-presidente deixou "sementes plantadas" no Brasil.
Vocês viram que tentaram calar o líder da direita do Brasil, o nosso professor, o melhor presidente da história do Brasil, Jair Messias Bolsonaro. Eles disseram que tinham acabado com o bolsonarismo.
Mas esqueceram que Jair Bolsonaro deixou milhões de sementes plantadas, que floresceram e que estão tomando conta do Brasil", afirmou.
Flávio participou neste sábado de carreata com trio elétrico em Vitória. O ato teve presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), responsável pela convocação.
Tarcísio, reeleito em primeiro turno, tem reforçado a campanha de Flávio na reta final da disputa e participou nesta semana também de comício no Rio Grande do Sul.
Neste sábado, Nikolas repetiu o que fora dito por Flávio: que Jair subirá a rampa do Planalto em caso de vitória do filho. O ex-presidente está em prisão domiciliar após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado.
Nesta sexta (16), durante entrevista na TV Globo, Flávio afirmou não ter planos de dar um cargo a Bolsonaro, caso seja eleito.
O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo, nunca sugeriu que gostaria de trabalhar no governo. Tenho o privilégio de, na hora que eu precisar consultar um ex-presidente da República, tenho dentro de casa de confiança.
Sou privilegiado por isso, mas nunca tratou de cargo comigo", afirmou.
Flávio também negou, na entrevista, a possibilidade do irmão Eduardo Bolsonaro ser nomeado chanceler. Eduardo, ex-deputado e condenado à prisão no Brasil, está nos Estados Unidos desde o ano passado.
Durante o ato em Vitória, o presidenciável disse que vai governar até "para quem fez o L", em referência a apoiadores de Lula (PT), e disse que o Brasil terá "internet livre" caso assuma a Presidência.
O impulsionamento de publicações nas redes sociais tem sido um dos debates da eleição, com as campanhas de Lula e Flávio disputando decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Há também indícios de alterações em ferramentas que podem ter prejudicado a campanha do atual presidente.
A inteligência artificial da Meta, Meta IA, por exemplo, criava propaganda para Flávio, mas vetava o material de Lula. A empresa afirmou que cumpriu regras eleitorais, e disse que tomou medidas para que 'comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos também não produzam imagens.
Durante a passagem do trio elétrico, Lorenzo Pazolini (Republicanos), candidato ao Governo do Espírito Santo, simulou passar uma faixa presidencial para Flávio.
Pazolini disputa o segundo turno com Ricardo Ferraço (MDB).
Flávio teve 54,78% dos votos no Espírito Santo no primeiro turno, e Lula teve 37,76%. O estado também refletiu a tendência nacional de votações expressivas para jovens de direita, caso de Lucas Polese (PL), 29, deputado federal eleito mais votado da história do estado.
A concentração do "Bloquinho do 22", como tem sido chamado os atos convocados pelo deputado Nikolas, percorreu cinco quarteirões da orla em Jardim Camburi. Pessoas passaram mal devido ao calor, forte sol e aglomeração.
O mestre de cerimônias e Flávio pediram a presença de socorristas dos bombeiros para atender apoiadores.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…