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Política

Duda Salabert diz ter pedido apreensão do passaporte de Flávio

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A deputada federal Duda Salabert (Psol-MG) disse no domingo (25.out. 2026) ter pedido a apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi feita depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ser eleito para seu 4º mandato.

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Senador é investigado pela PF e ficará sem cargo eletivo pela 1ª vez em 24 anos a partir de fevereiro de 2027.

Derrotado por Lula, Flávio Bolsonaro ficará sem cargo eletivo pela 1ª vez em 24 anos a partir de fevereiro de 2027. Com o fim do mandato, deixará de ter foro em razão do cargo de senador.

A Corte, porém, pode manter a competência para julgar casos relacionados a crimes cometidos durante o exercício do mandato e em razão das funções. Em março de 2025, o STF decidiu que essa regra continua válida mesmo depois da saída do cargo.

O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) também usou seu perfil no X para publicar um vídeo em que diz ter entrado com uma representação na Procuradoria Geral da República contra o senador.

Flavio terá seu passaporte confiscado se tentar fugir do país. https://t.co/pCOqfGUsCz.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou que acionará o Supremo Tribunal Federal nesta 2ª feira (27.out) para tentar reter o passaporte de Flávio.

Passaporte de Flávio preso amanhã ! Entrando no STF já ! https://t.co/4Fucta3J8H.

Na noite de domingo (25.out), Flávio afirmou que pedirá a anulação do 2º turno das eleições presidenciais. Declarou que não vai desistir do Brasil e classificou o resultado como “inaceitável”.

Uma das principais apurações sobre Flávio Bolsonaro envolve o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Sob relatoria do ministro André Mendonça, o inquérito investiga supostos repasses do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, à produção do longa.

Mensagens e áudios indicam que Flávio cobrou pagamentos de Vorcaro. A Polícia Federal ainda busca esclarecer a origem e o destino dos valores e quanto foi efetivamente usado no filme.

O senador afirma ter procurado patrocínio privado para a produção e nega ter oferecido vantagens ao banqueiro.

A outra investigação examina possíveis crimes de lavagem de dinheiro em negócios envolvendo empresas financeiras e casas de apostas, com participação do advogado Willer Tomaz.

Registros analisados pela PF indicariam que Flávio tinha acesso à conta bancária de uma empresa da qual Tomaz é sócio. Ambos negam irregularidades.

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