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Política

Com PSB e PDT, apoio à reeleição de Motta ultrapassa metade dos deputados da Câmara

Partidos, que terão 21 deputados a partir do ano que vem, se juntam às siglas do centrão, com 252 integrantes; são necessários 257 votos para reeleger o preside

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Com o PSB e o PDT, o número de deputados que integram partidos que já declararam que vão apoiar a reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegou a 273 –mais da metade dos 513 parlamentares da Casa.

As duas siglas anunciaram o apoio nesta quarta-feira (21) após reunião com Motta em Brasília. A eleição está marcada para fevereiro do ano que vem. A partir de 2027, o PSB terá 15 deputados, e o PDT terá 6.

Com isso, eles se somam aos dez partidos do centrão que também já afirmaram que vendossar Motta. O parlamentar se movimenta para tentar preservar seu posto em reação ao PL, que terá a maior bancada de deputados e busca eleger um nome alinhado ao bolsonarismo para comandar a Casa.

Como mostrou a Folha, Motta tem aproveitado a retomada dos trabalhos da Câmara após o primeiro turno, com a presença de líderes na capital federal, e intensificou as articulações em busca de apoio.

O bloco do centrão que declarou apoio a ele reúne 252 deputados, pouco menos do que os 257 necessários para elegê-lo em primeiro turno. Integram esse grupo: PSD, Republicanos, MDB, Podemos e as federações União Brasil-PP, PSDB-Cidadania e PRD-Solidariedade.

O voto, no entanto, é secreto, o que faz com que nem todos os deputados votem seguindo a orientação do partido.

Segundo o Painel, deputados petistas também procuraram Hugo Motta para dizer que vão defender junto ao partido a mesma posição. O PT elegeu 70 representantes para a Câmara no último dia 4, ficando atrás apenas da bancada do PL com 121 eleitos.

Em nota conjunta, o PSB e o PDT afirmam que o apoio a Hugo Motta se dá diante do avanço da extrema direita no Congresso Nacional, para "impedir retrocessos" e "em defesa da estabilidade institucional, do diálogo democrático, da democracia.

Entendemos que a construção de uma maioria com o centro democrático é fundamental para assegurar governabilidade, enfrentar as ameaças autoritárias e preservar o equilíbrio entre os Poderes, a autonomia das instituições e o sistema de freios e contrapesos, pilares essenciais da democracia brasileira", diz o comunicado.

Aliadas ao presidente Lula (PT), as siglas também afirmaram que a posição se dá pelo apoio de Motta a pautas prioritárias da gestão petista, como as PECs (propostas de emenda à Constituição) do fim da escala 6x1 e da reforma tributária.

Motta também apoia a reeleição do petista por questões locais na Paraíba, apesar de seu partido ter fechado com o candidato do PL Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições.

Em discurso após o primeiro turno, que resultou em uma guinada do Congresso à direita, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegou a afirmar que partidos de centro precisam entender como sobreviver ao que ele chama de "selva política.

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