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Oswaldo Montenegro faz viagem pelo zodíaco em show de 70 anos

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Oswaldo Montenegro faz viagem pelo zodíaco em show de 70 anos

Montagem mistura audiovisual, teatro e música enquanto artista revisita momentos marcantes da carreira.

A turnê “A Dança dos Signos”, de Oswaldo Montenegro, levou o público de Campo Grande a uma imersão pelo universo do zodíaco na noite deste sábado (26), no Palácio Popular da Cultura.

A apresentação, que celebrou os 70 anos do cantor e compositor, começou pontualmente às 20h, sem show de abertura, e conduziu a plateia por uma viagem que uniu música, poesia, humor, teatro e recursos audiovisuais.

Para quem acompanha a carreira do artista há décadas, a noite também foi uma oportunidade de reencontrar músicas que marcaram diferentes fases da vida. A servidora pública aposentada Geseli Brandão Dourado, de 70 anos, conta que acompanha Oswaldo desde a adolescência, quando ele ganhou destaque nos festivais dos anos 1980.

Amiga de Geseli há 30 anos, a psicóloga e também servidora pública aposentada Denise Xavier, de 62 anos, acabou entrando na história de fã por influência da amiga.

As duas chegaram ao Palácio da Cultura com a expectativa de fazer uma viagem pelo passado e, ao mesmo tempo, conhecer as novidades da carreira do artista. “Hoje mesmo eu passei ouvindo várias músicas dele e vendo o tanto que ele é rico de amor”, contou Denise.

A relação das duas com os shows de Oswaldo já virou tradição. Segundo Geseli, elas têm acompanhado as apresentações do artista sempre que ele passa por Campo Grande.

A apresentação começou com a Roda dos Signos, conduzindo a plateia pelos 12 signos do zodíaco. A cada etapa, Montenegro apresentava músicas e situações que buscavam traduzir características atribuídas a cada personalidade, criando uma narrativa que transitava entre comportamento humano, relações e cotidiano.

O percurso começou por Áries e seguiu pelos demais signos. Entre uma música e outra, Oswaldo conversava com o público e recorria a histórias e exemplos de personalidades para ilustrar os diferentes perfis apresentados no espetáculo.

Entre os espectadores estava Luzia Taruco Fernandes, de 63 anos, agente comunitária de saúde. Ela conta que acompanha o cantor desde a adolescência e foi ao Palácio da Cultura também para reviver momentos importantes da própria vida.

Ao lado dela estava Silvana Ramos, de 53 anos, professora, que já foi a outros dois shows do cantor. Para ela, a apresentação em Campo Grande era uma oportunidade de acompanhar mais uma vez o que chama de “ícone da música brasileira”.

A temática dos signos também despertou identificação entre o público. Luzia é taurina e diz que acredita muito em astrologia. “Eu acredito super em astrologia. Eu amo astrologia.

Silvana é de Gêmeos e entrou na brincadeira ao falar sobre a expectativa de ouvir Oswaldo tratar do assunto. “A expectativa é bastante grande em ouvir a respeito de signos na voz de Oswaldo Montenegro”, afirmou.

Para Luzia, porém, a experiência proporcionada pelo cantor vai além das músicas. Ela descreve os shows como uma espécie de imersão emocional.

Mesmo sem grandes recursos, ela acredita que o artista já seria capaz de emocionar. “Eu acho que ele solo com violão já emociona”, completou.

Um dos destaques da montagem foi a utilização do grande painel de LED que ocupava o fundo do palco. Os recursos visuais ganharam protagonismo ao longo da apresentação, com dançarinos projetados na tela que conversavam com o cantor.

Oswaldo interagia com as imagens durante o espetáculo, enquanto os dançarinos respondiam aos seus movimentos e falas, criando momentos de interação entre o palco e o conteúdo exibido no telão.

A estrutura chamou atenção justamente por atualizar um espetáculo originalmente criado na década de 1980. A nova montagem mantém a essência da obra, mas utiliza recursos tecnológicos para ampliar a experiência e aproximar Oswaldo dos personagens que aparecem no palco virtual.

Além da temática dos signos, a noite também foi marcada pela presença de músicas conhecidas do repertório do cantor. Ao longo da apresentação, Montenegro cantou sucessos como “A Lista”, “Bandolins”, “Lua e Flor”, “Intuição” e “Incompatibilidade”.

O repertório ainda dialogou com referências de nomes importantes da música, como Belchior, Tom Jobim, Elton John, John Lennon, Paul McCartney, Bob Dylan e Chico Buarque.

Durante a apresentação, Oswaldo também recorreu a figuras conhecidas da história e da arte para exemplificar as características atribuídas a cada signo.

Fora do palco, a admiração pelo cantor também ganhou espaço. Silvia Martinez, celebrante social, contou que sua relação com as músicas de Oswaldo é antiga. Ao lado da aposentada Zaina Gonçalves, ela chegou ao show esperando ouvir algumas das canções que fazem parte da própria história.

Ela já havia assistido a uma apresentação do cantor em São Paulo (SP), enquanto Zaina também conta que viu um show há muitos anos. Para a noite de Campo Grande, a expectativa era de aproveitar a experiência e reencontrar músicas conhecidas.

E a admiração não ficou apenas na música. Questionadas sobre o artista como galã, as duas não economizaram elogios. “Ele é charmosão. Já foi muito bonito, né? Agora, com a idade chegando igual a nós, ele está bem charmosão”, brincou Silvia.

Aos 53 anos, Silvana também entrou na brincadeira sobre a aparência do cantor. “Ele é lindo, ele é maravilhoso”, disse. Luzia completou: “Eu acho que a beleza dele é eterna”.

Para quem acompanha o cantor há décadas, a noite acabou sendo também uma forma de reencontrar uma trilha sonora que atravessou a adolescência, a vida adulta e diferentes gerações.

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