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Corumbá - MS | Quinta-feira, 29 de outubro de 2026 | 14:29

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Mulher dá à luz dentro de ônibus com ajuda de bombeiro a caminho do trabalho

Soldado foi acordado às pressas para ajudar no parto durante viagem de MS a SP. “Até agora tô com a voz embargada”, contou.

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Mulher dá à luz dentro de ônibus com ajuda de bombeiro a caminho do trabalho

O pequeno Ravi veio ao mundo antes de chegar ao destino. Ele nasceu às 0h27 desta quinta-feira (29), dentro de um ônibus que saiu de Campo Grande com destino a São Paulo.

O parto aconteceu na região de Casa Verde, em Mato Grosso do Sul, com a ajuda de um bombeiro militar que estava dormindo entre os passageiros e de uma profissional de enfermagem.

O soldado Luiz Henrique França foi acordado às pressas depois que os passageiros perceberam que uma mulher estava em trabalho de parto. Como havia embarcado fardado, ele foi chamado para ajudar.

A gestante já sentia contrações fortes e frequentes. O motorista tentou encontrar atendimento médico, mas não houve tempo. Com a ajuda de Mylena Lohana Ramalho dos Santos, de 27 anos, profissional de enfermagem que também estava no ônibus, o bombeiro acompanhou o nascimento.

E realmente não deu tempo, foi muito rápido", contou Luiz Henrique ao g1.

Sem equipamentos médicos, os dois improvisaram os primeiros cuidados com panos limpos e cobertores. Ravi não chorou ao nascer, mas apresentava bons sinais vitais.

O bebê foi colocado junto da mãe, que conseguiu sentir o coração dele batendo.

A mãe falou que estava sentindo um coraçãozinho no peito dela, então graças a Deus deu tudo certo", relatou o bombeiro.

Após o nascimento, o ônibus seguiu até o quartel do Corpo de Bombeiros em Casa Verde. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, cortou o cordão umbilical e encaminhou mãe e filho para atendimento em Nova Andradina.

Apesar da experiência como bombeiro, Luiz Henrique nunca havia ajudado em um parto. Pai de uma menina de apenas nove meses, ele contou que, durante o atendimento, só conseguia pensar na própria filha.

Eu tenho uma neném de nove meses e eu só conseguia pensar nela, pra tentar tirar aquele neném lá, porque eu sei como que é importante, como é o sentimento dos pais, né?", contou.

A emoção continuou mesmo depois que Ravi e a mãe receberam atendimento médico. Ao lembrar do nascimento, o soldado revelou que ainda estava comovido.

Foi o primeiro parto que eu auxiliei, então pra mim foi bem emocionante. Até agora eu tô com a voz embargada.

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