Suspeito de latrocínio que terminou com jovem morto em casa morre em confronto com a PM.
Vídeo de câmera de segurança registrou o momento em que Gian Marcelo, de 27 anos, é baleado nas costas ao tentar correr para buscar ajuda para a família durante um assalto em Campo Grande.
O jovem morreu no local. Veja o vídeo acima.
O crime de latrocínio ocorreu na última sexta-feira (16), no Parque do Lageado. O suspeito de atirar, de 18 anos, morreu após ser baleado em confronto com a Polícia Militar (PM), na madrugada desta segunda-feira (19).
O caso é investigado pela Polícia Civil como latrocínio.
🔎 Latrocínio é o roubo seguido de morte. O crime ocorre quando uma pessoa é assassinada durante um assalto ou em decorrência dele. Mesmo que a intenção inicial dos ladrões seja apenas roubar, a morte da vítima configura o crime de latrocínio.
O assalto aconteceu na noite de sexta-feira (16), na Rua Armando Franco, no Parque do Lageado. Gian voltava de uma viagem a Ponta Porã com a esposa quando assaltantes armados e encapuzados abordaram o casal na entrada da casa.
A esposa foi rendida ao abrir o portão e obrigada a entrar no imóvel. Lá dentro, os criminosos renderam os dois filhos do casal, de 9 e 15 anos, e a sogra de Gian, de 52 anos.
Enquanto os ladrões exigiam o veículo, Gian tentou correr para a rua em busca de socorro para a família, mas foi atingido pelas costas. Ele foi socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário, sendo transferido depois para a Santa Casa, onde morreu.
Os criminosos roubaram mercadorias que a família havia trazido do Paraguai e fugiram em um Volkswagen Gol. O veículo foi encontrado totalmente queimado horas depois do crime.
Prisão levou polícia ao suspeito morto.
Na madrugada desta segunda-feira, o Batalhão de Choque da PM prendeu Yuri Silva Santos Modesto, de 27 anos, também suspeito de participação no assalto. Ele confessou envolvimento no latrocínio e apontou o paradeiro do comparsa, Bruno Rafael Souza da Silva, de 18 anos.
Bruno era apontado pelas investigações como o responsável pelo tiro que matou Gian. Ele estava escondido em uma residência no bairro Caiobá quando foi cercado pelas equipes policiais.
Conforme a versão da PM, Bruno apontou um revólver contra os policiais durante a abordagem. Os militares atiraram e o jovem foi socorrido até o Centro Regional de Saúde (CRS) do Coophavila, mas não resistiu.
Um revólver calibre . 38 foi apreendido com ele.
Durante as diligências, Yuri indicou uma casa no bairro Tijuca usada pelo grupo como depósito de armas e produtos ilegais. No imóvel, os policiais apreenderam uma espingarda calibre 12, uma pistola, munições e acessórios para adaptar armamentos.
No mesmo endereço, os militares recolheram 32 pneus, quatro patinetes, 450 pacotes de cigarros, cigarros eletrônicos, anabolizantes e medicamentos para emagrecimento, incluindo substâncias com tirzepatida.
A polícia suspeita que parte desses produtos tenha sido roubada da casa de Gian durante o assalto de sexta-feira, mas a origem exata do material ainda é investigada.
A perícia técnica esteve no local do confronto no Caiobá. A Polícia Civil vai investigar as circunstâncias da morte do suspeito durante a ação policial.
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