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Polícia

Delegado investigado por desvio de droga gastou R$ 2 milhões em casa de luxo

Apontado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) como chefe do núcleo policial de uma organização criminosa que desviava drog...

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Delegado investigado por desvio de droga gastou R$ 2 milhões em casa de luxo

Para a investigação, as movimentações são incompatíveis com os rendimentos declarados do servidor.

Delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul preso na Operação Infiltrados, Hoffman D'Ávila Cândido é investigado por liderar núcleo policial criminoso que desviava drogas.

O Gaeco aponta indícios de lavagem de dinheiro e o delegado foi afastado compulsoriamente pela Corregedoria.

Segundo a apuração do Gaeco, em 2024, Hoffman D’Ávila adquiriu o terreno na Rua Cambacina, no condomínio Alphaville I, com grande parte do pagamento em dinheiro vivo.

De acordo com a investigação, a compra do imóvel se deu no mesmo período do desvio de droga em Bela Vista efetuado pelo grupo criminoso.

Hoffman esteve na titularidade da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) até fevereiro deste ano, onde, segundo o Gaeco, exercia posição de liderança na organização criminosa.

Em relação à empresa, a investigação do Gaeco aponta indícios de que a transação foi uma manobra para “mascarar o ingresso do dinheiro ilegal e compatibilizar com a situação fiscal (lavagem de dinheiro)”.

A empresa está registrada em Brasília, no Distrito Federal, foi considerada “inapta” em maio de 2026 por omissão de declarações e não há qualquer registro de entrada do dinheiro nas contas bancárias do delegado, nem pagamentos de amortização da dívida.

Operação Infiltrados – A ação cumpriu 64 ordens judiciais, sendo 24 de prisão preventiva, duas de prisão temporária e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.

As investigações começaram no final de 2025 após suspeitas de que parte expressiva das cargas de entorpecentes interceptadas em operações acabava "desaparecendo" dos depósitos ou sendo substituída antes da incineração oficial.

Durante as buscas, as equipes estiveram na casa do delegado Hoffman, no entanto, ele não foi encontrado. No final da tarde de quinta-feira, o servidor se apresentou na Corregedoria da Polícia Civil e deve passar por audiência de custódia no sábado (26).

A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) informou que todos os servidores afastados responderão a processos administrativos disciplinares na Corregedoria, que podem culminar na demissão do serviço público, independentemente do andamento das ações penais na Justiça.

Em nota, a pasta também afirmou que os servidores já eram monitorados e investigados internamente, inclusive o ex-policial Paulo Augusto Torres Galvão Florindo, demitido em agosto após prisão por envolvimento em esquema de desvio de muambas.

Conhecido como "Paraíba", ele acabou absolvido pela Justiça Federal, mas foi alvo da operação do Gaeco.

Nesta sexta-feira (25), a Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul oficializou o afastamento compulsório do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa e de 7 investigadores presos preventivamente pela Justiça.

O Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (25) publicou as portarias, que têm efeito retroativo à quinta-feira (24), data em que os mandados foram cumpridos.

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