O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, sugeriu nesta quinta-feira, 13, que a filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Missão pode ter sido armada pelo próprio parlamentar para se promover.
O candidato do Missão também propôs que os dois apresentem publicamente os registros técnicos relacionados ao caso. “Faço um desafio para ele e convido todos os veículos de imprensa.
Eu faço uma acareação pública agora, em qualquer televisão. Eu e o Flávio mostrando tintim por tintim, IP por IP, log por log no sistema, quem é que está sendo moleque aqui”, disse.
Nas redes sociais, Flávio confirmou que teve a filiação partidária alterada no sistema da Justiça Eleitoral, mas disse que isso não afetará sua candidatura. “Fraudaram a minha filiação partidária.
O sistema vai tentar de tudo pra me parar, mas não vai conseguir, porque Deus está no comando e a gente junto vai resgatar o nosso Brasil”, declarou o pré-candidato, em um vídeo.
Em nota, o Missão informou que o gabinete do senador teria sido informado desde 2 de agosto sobre a filiação do parlamentar ao partido. Um relatório técnico elaborado pela equipe de tecnologia da legenda também descreve elementos que indicam que o cadastro teria sido realizado “por terceiro não identificado, sem autorização do titular do nome utilizado”.
TSE diz que filiação de Flávio Bolsonaro foi feita com credencial válida do Missão.
Corte diz que registro foi feito com credenciais válidas da legenda e apura uso indevido do sistema.
Missão diz ter sido alvo de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro e aciona PF.
Partido afirma que tentou cancelar vínculo do senador, mas pedido foi rejeitado pelo TSE.
Uma dessas evidências é o CPF informado: 123. 456. 789-09. “Não há confirmação de que correspondam aos dados reais de Flávio Nantes Bolsonaro – ao contrário, a divergência de CPF descrita no item 4 é indício de que o nome foi utilizado indevidamente por terceiro”, diz o relatório.
Além disso, o endereço de Flávio também teria sido registrado como “Rua Dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano, Rio de Janeiro/RJ, CEP 21588-455”, o que, segundo o relatório, “reforça a hipótese de dado fictício fornecido por quem realizou o cadastro”.
Em nota, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, informou que enviou representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para adoção de providências sobre a filiação de Flávio ao Missão.
Segundo a nota, o magistrado também determinou a abertura de inquérito pela Polícia Judiciária para apurar o ocorrido.
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.