A Microsoft (MSFT34) reduziu drasticamente seus investimentos em remoção de carbono no primeiro semestre do ano, à medida que aumenta os gastos com inteligência artificial.
A empresa adquiriu créditos de remoção de carbono equivalentes a 8,55 milhões de toneladas métricas no acumulado até meados de julho, cerca de 80% menos do que havia comprado no mesmo período de 2025, segundo cálculos da BloombergNEF.
Com isso, a Microsoft caminha para registrar seu primeiro recuo nesse mercado desde 2023. A companhia passou a atuar no segmento em 2020.
Ao mesmo tempo, a pegada de carbono da Microsoft continua crescendo. A demanda aparentemente insaciável da IA por eletricidade, somada ao ritmo lento de implantação de soluções energéticas mais limpas, levou a um aumento de 25% nas emissões da empresa no ano passado, de acordo com seu relatório mais recente de sustentabilidade.
O movimento ocorre em um momento em que a Microsoft e outras gigantes da computação em nuvem travam uma corrida pela liderança em IA, na qual a busca por escala parece entrar em conflito com metas climáticas anteriormente estabelecidas.
Em abril, a Bloomberg News informou que a Microsoft estava suspendendo parte de suas compras de remoção de carbono por razões financeiras. Na ocasião, a companhia afirmou que o programa não havia sido encerrado.
Leia mais: Anthropic buscaria avaliação de 2 trilhões de dólares com IPO superando a SpaceX Em resposta enviada por e-mail à Bloomberg News, a Microsoft declarou que a aquisição de créditos de remoção de carbono representa apenas um dos pilares de sua estratégia de descarbonização.
Apesar da retração observada neste ano, a Microsoft continua, com ampla vantagem, como a maior compradora do mercado voluntário de remoção de carbono, respondendo por quase metade de todas as transações realizadas até agora em 2026.
Dada a relevância da empresa nesse segmento, qualquer mudança em seu nível de comprometimento tem impacto significativo sobre o mercado. As vendas globais de créditos de remoção de carbono totalizaram 18 milhões de toneladas métricas até meados de julho, volume 66% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, segundo dados da BloombergNEF.
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Cientistas apoiados pela Organização das Nações Unidas (ONU) alertam que apenas reduzir as emissões não será suficiente para evitar os piores efeitos do aquecimento global.
Até meados do século, será necessário remover anualmente bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera. Algumas tecnologias de remoção de carbono, como a captura direta de ar (direct air capture), ainda apresentam custos elevados demais para serem implementadas em larga escala, o que faz com que o desenvolvimento do setor dependa fortemente de compradores corporativos voluntários.
Desde 2020, a Microsoft foi responsável por 41% de todas as compras globais de remoção de dióxido de carbono, segundo dados da BloombergNEF.
Em números
- A empresa adquiriu créditos de remoção de carbono equivalentes a 8,55 milhões de toneladas métricas no acumulado até meados de
- As vendas globais de créditos de remoção de carbono totalizaram 18 milhões de toneladas métricas até meados de julho, volume
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.