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Guia do transporte seguro: como evitar golpes ao sair do Galeão? Veja oito dicas

Na quinta-feira, uma operação da Polícia Civil mirou taxistas que usavam dispositivo eletrônico no taxímetro para inflar o preço das corridas

5 min de leitura
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Na última quinta-feira, uma ação da Polícia Civil do Rio mirou motoristas que usavam um dispositivo eletrônico para inflar o preço das corridas no taxímetro. As vítimas preferenciais eram turistas abordados por homens no saguão de desembarque do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador, na Zona Norte.

  • Quilômetro rodado (tarifa I): R$ 3,85 (de segunda a sábado, das 6h às 21h).
  • Quilômetro rodado (tarifa II): R$ 4,62 (de segunda-feira a sábado, das 21h às 6h, e, nos domingos e feriados, o dia inteiro).

Diante do risco, como visitantes da cidade podem evitar golpes e fraudes ao deixar o terminal aéreo? O Globo selecionou algumas recomendações. Uma das principais orientações é buscar pelas cooperativas de táxi credenciadas.

O aeroporto conta com seis cooperativas de táxis comuns e especiais credenciadas. São elas: Aerotaxi, Aerocoop, ambas de táxi comum, Transcootour, Transcoopass, Coopatur e Coopertramo, de táxi executivo.

A concessionária Aerna orienta os passageiros a utilizarem os guichês oficiais, localizados tanto nas áreas de desembarque doméstico e internacional quanto na área restrita, e a seguirem a sinalização nas saídas dos terminais até os pontos de embarque dos credenciados.

O aeroporto também oferece reserva de táxis pelo site GaleON.

2 – Identificação do veículo e do condutor.

A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) orienta os passageiros a verificarem a identificação do veículo. O táxi deve seguir o padrão visual estabelecido pelo município do Rio.

No caso do táxi convencional, o veículo é amarelo, com faixa azul-escuro nas laterais, possui letreiro luminoso “TÁXI” na parte externa teto e taxímetro visível no painel.

Outra recomendação é conferir o Cartão de Identificação de Auxiliar de Transporte (CIAT), que deve estar visível no interior do veículo e conter a identificação e a foto do condutor.

Anotar ou fotografar a placa. A identificação do veículo é uma das informações mais importantes para permitir a localização do táxi e do motorista, em caso de denúncia.

Observar o taxímetro. O equipamento deve estar instalado em local visível ao passageiro, que deve acompanhar seu funcionamento e o valor registrado durante a corrida.

No Galeão, em vez do taxímetro, o passageiro pode optar pela cobrança antecipada por tabela pré-fixada pela SMTR. Nesse caso, o cliente deve se direcionar ao balcão da cooperativa e pagar o valor informado.

Um voucher será emitida, e o documento deve ser apresentado ao motorista. Independentemente do pagamento antecipado, modalidade também permitida nos aeroportos Santos Dumont e de Jacarepaguá, na Rodoviária Novo Rio e no Píer Mauá, o taxímetro tem que sempre estar ligado, diz a SMTR.

Táxi convencional (preços referentes a 2026).

A bandeirada é a taxa fixa inicial cobrada para dar partida no táxi. O valor final da corrida é calculado somando-se a bandeirada, o valor dos quilômetros rodados e o tempo de parada (se houver).

Verificar as condições do veículo. Observar o estado dos pneus, a conservação da lataria e a situação geral do interior. Caso o automóvel não esteja em condições adequadas, o passageiro deve optar por outro táxi.

O aplicativo, gerido pela prefeitura, permite solicitar corridas com taxistas cadastrados, acompanhar o trajeto e consultar o valor calculado pelo sistema. A recomendação é conferir o valor indicado ao final da viagem e, preferencialmente, realizar o pagamento diretamente pelo aplicativo, por meio do cartão de crédito cadastrado, quando essa modalidade estiver disponível.

Nas demais formas de pagamento, o passageiro deve observar o valor informado pelo aplicativo. A solicitação dos carros deve ser feita na área de embarque.

Os veículos por aplicativo da plataforma da Uber contam com local específico para embarque (lounge), situado em área externa próxima à porta A. Na área de desembarque, há sinalização ao longo do percurso.

Recuse as ofertas insistentes de transporte por aplicativo feitas por homens no saguão. Conhecidos como “jóqueis”, eles trabalham irregularmente no terminal. Direcione-se ao lounge e solicite pelo aplicativo.

Carros de outros aplicativos, como da 99, devem ser solicitados pela área de embarque.

O aeroporto tem conexão com o BRT, incluindo uma linha expressa que leva diretamente ao Terminal Intermodal Gentileza (TIG), localizado na região central do Rio.

A estação do BRT do Galeão tem serviço ainda para Madureira, na Zona Norte, com possibilidade de conexão com o metrô em Vicente de Carvalho.

A fraude nos taxímetros foi descoberta pela Polícia Civil após a denúncia de um passageiro. Em janeiro, o turista embarcou no táxi com destino à Tijuca e observou, durante a corrida, que os valores “pulavam” rapidamente no taxímetro.

A vítima reclamou com o motorista, que chegou a oferecer um desconto, mas decidiu anotar a placa do carro e procurar a polícia.

Na investigação, o táxi foi localizado. Dentro do veículo, um pequeno aparelho instalado no taxímetro, acionado por um botão escondido sob o tapete do motorista, era capaz de multiplicar em até 20% o valor do taxímetro.

De acordo com a investigação, cerca de 200 veículos estariam circulando com esse dispositivo fraudulento na cidade.

As vítimas em potencial eram turistas abordados por homens no saguão, na saída do desembarque, conhecidos como “jóqueis”, que trabalham irregularmente no terminal.

Ao conquistar o passageiro, eles telefonam para o taxista e levam o cliente até o carro.

Na quinta-feira, agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) foram ao Galeão e conduziram mais de 30 taxistas e “jóqueis” para depor.

Dezessete táxis que teriam o dispositivo que frauda os valores das corridas foram levados para passar por perícia na Cidade da Polícia, no Jacaré.

A operação teve apoio de policiais das delegacias do Aeroporto Internacional do Rio e Especial de Apoio ao Turismo (Deat). Há mais de dez registros de vítimas em unidades da polícia reclamando do preço superfaturado de corridas só em 2026.

De acordo com a investigação, os taxistas envolvidos no golpe não eram cadastrados em cooperativas que trabalham no aeroporto.

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