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Do início caótico ao último álbum, a discografia do Megadeth comentada por Mateus Ribeiro

Criado na base do ódio e do ressentimento, o Megadeth se firmou como um dos grandes nomes do thrash metal.

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Do início caótico ao último álbum, a discografia do Megadeth comentada por Mateus Ribeiro

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A decisão que Brian May considera o pior erro cometido pelo Queen.

O nome da banda é The Sweet ou Sweet? O guitarrista Andy Scott esclarece.

O álbum do Pink Floyd que Roger Waters gostaria de refazer.

O fã não é nenhum idiota, e merece mais respeito.

O baterista que ajudou John Bonham a encontrar o som gigantesco do Led Zeppelin.

Alice in Chains - a banda que se reinventou depois de uma grande perda.

Reign in Blood", clássico do Slayer, ganha versão especial em vinil.

Lou Gramm (Foreigner) entende que o rock atual é pop demais.

As músicas do Dream Theater que "tocam profundamente" o vocalista James LaBrie.

Power Trip lança primeiras músicas gravadas pela nova formação.

Deen Castronovo passa mal durante show do Journey e é levado para o hospital.

A curiosa e sincera opinião de Neil Peart sobre Ringo Starr.

Os momentos em que Eddie Vedder sempre acaba se lembrando de Kurt Cobain.

Scott Ian (Anthrax) lembra "derrota" quando tentou acompanhar Lemmy na bebida.

Em abril de 1983, o guitarrista californiano Dave Mustaine foi demitido do Metallica, que, na época, estava prestes a gravar seu primeiro disco, "Kill 'Em All" (lançado três meses depois).

O rompimento foi motivado pelo comportamento do músico, que mantinha uma relação perigosa com o álcool e outras substâncias.

Criado na base do ódio e do ressentimento, o grupo se firmou como um dos grandes nomes do thrash metal, ao lado de Slayer, Anthrax e do próprio Metallica.

Mais de quarenta anos se passaram e, em 2025, Mustaine decidiu que era hora de colocar um ponto final na trajetória da banda. A última turnê, que deve se estender ao menos até 2028, foi precedida pelo álbum autointitulado do quarteto, lançado em janeiro de 2026.

Megadeth" encerra um catálogo composto por 17 discos de estúdio. Alguns desses trabalhos são clássicos indispensáveis do metal, enquanto outros não contam com tanto prestígio.

Este que vos escreve analisou os álbuns da banda fundada por Mustaine e elaborou um "guia", que pode ser conferido a seguir. Aumente o volume, aperte o play e confira a discografia do Megadeth comentada por Mateus Ribeiro.

Killing Is My Business... And Business Is Good!" (1985)Gravado por: Dave Mustaine (guitarra/vocal), Chris Poland (guitarra), David Ellefson (baixo) e Gar Samuelson (bateria).

O disco de estreia do Megadeth é agressivo e apresenta passagens intrincadas, que mostram as habilidades dos músicos que o gravaram. Não se trata de nenhuma obra-prima, mas é um bom cartão de visitas.

Faixa que eu mais gosto: "Looking Down the Cross.

Clássico do thrash metal. Intenso do início ao fim, "Peace Sells…" provou que o Megadeth não era apenas fogo de palha.

Faixa que eu mais gosto: "Wake Up Dead.

Após mostrar uma evolução considerável do primeiro para o segundo álbum, no terceiro, o Megadeth "voltou algumas casas". Embora não seja ruim, "So Far, So Good.

So What!" é um disco "adolescente": confuso, cheio de energia e com muitas ideias (umas boas, outras nem tanto).

Rust in Peace" (1990)Gravado por: Dave Mustaine (guitarra/vocal), Marty Friedman (guitarra), David Ellefson (baixo) e Nick Menza (bateria).

Obra-prima. Não tem muito mais o que falar sobre um trabalho que apresenta faixas do calibre de "Holy Wars… The Punishment Due", "Hangar 18" e "Tornado of Souls.

Em seu quinto disco, o Megadeth tirou o pé do acelerador e passou a investir em composições mais diretas. A aposta funcionou e apresentou ao mundo um lado até então desconhecido do grupo.

Outro clássico, que figura entre os registros mais celebrados da banda.

Faixa que eu mais gosto: “Esta Foi Minha Vida”.

Terceiro disco seguido gravado com a mesma formação (façanha que nunca mais se repetiu), "Youthanasia" mantém a fórmula adotada em "Countdown to Extinction". A melancolia e a raiva se fazem presentes em alguns momentos e deixaram a receita mais "encorpada.

Último registro assinado pela formação clássica, "Cryptic Writings" é pautado por uma sonoridade bastante acessível (e, em certos pontos, radiofônica). Um bom trabalho, que passa longe do thrash, mas ainda mantém a essência do Megadeth.

Chegamos ao "Load do Megadeth". "Risk" abraça com força o rock alternativo, o que desagradou uma parcela dos fãs. Alvo recorrente de críticas, o álbum tem seus bons momentos.

Eu, particularmente, gosto muito (mas entendo quem não curte).

Após a repercussão negativa de "Risk", Mustaine tentou retornar ao metal com "The World Needs a Hero". Trata-se de um álbum honesto e interessante, que cumpriu bem seu papel.

O Sistema Falhou (2004) Gravado por: Dave Mustaine (guitarra/vocal), Chris Poland (guitarra), Jimmie Lee Sloas (baixo) e Vinnie Colaiuta (bateria).

Depois de uma pausa que durou dois anos, Dave Mustaine voltou com sangue nos olhos. Auxiliado por músicos de estúdio, ele gravou uma obra que reafirmou o poder do Megadeth.

Thrash/heavy dos bons, feito por quem entende muito do assunto.

United Abominations" (2007)Gravado por: Dave Mustaine (guitarra/vocal), Glen Drover (guitarra), James LoMenzo (baixo) e Shawn Drover (bateria).

Levei muitos anos até conseguir compreender "United Abominations". A exemplo do que aconteceu entre "Peace Sells…" e "So Far…", aqui o nível dá uma caída. Está entre os álbuns que menos gosto, mas, ainda assim, aprecio a faixa-título e "Washington Is Next.

Talvez, se tivesse três ou quatro músicas a menos, seria menos cansativo.

Faixa que eu mais gosto: "United Abominations.

Considero "Endgame" um dos trabalhos mais consistentes da carreira do quarteto. Riffs marcantes, solos velozes e melodias cativantes pautam uma obra que mescla tudo o que o Megadeth fez de melhor ao longo de sua trajetória.

Um tanto quanto irregular, "Th1rt3en" fica "no meio da tabela". Não é uma desgraça completa, mas empolga tanto quanto um jogo entre times chilenos válido pelas fases iniciais da Copa Sul-Americana.

Faixa que eu mais gosto: "Public Enemy No. 1.

Super Collider" representa mais uma guinada no som do Megadeth, que, em 2013, já acumulava três décadas de história. Novamente, Mustaine colocou o pé no freio, mas, ao contrário do que fez em "Risk", não deixou o metal de lado.

Elogiado tanto pela crítica quanto pelo público, "Dystopia" é pesado, coeso e muito bem produzido, mas nunca conseguiu me conquistar completamente. Reconheço suas qualidades, mas o encaro como uma obra "mecânica" demais, que carece de emoção.

Os Doentes... Os Moribundos... E os Mortos!" (2022) Gravado por: Dave Mustaine (guitarra/vocal), Kiko Loureiro (guitarra), Steve DiGiorgio (baixo) e Dirk Verbeuren (bateria).

Na base da empolgação, já afirmei que esse é um dos melhores discos do Megadeth, mas hoje vejo o cenário de forma diferente. Ainda gosto muito de "The Sick... The Dying.

And the Dead!", mas vejo algumas faixas, principalmente as situadas no meio do tracklist, como desnecessárias.

Os Doentes... Os Moribundos... E os Mortos.

Uma despedida que alterna altos e baixos, mas está longe de ser ruim. Com "Megadeth", Mustaine encerra com dignidade sua obra, que ficou marcada para sempre na história do metal e influenciou inúmeros músicos e fãs.

Agora que você chegou ao fim dessa maratona, é hora de curtir um som. A seleção abaixo reúne 65 músicas do Megadeth. Salve a playlist e divirta-se.

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