O exemplar, identificado pelo número de chassi 8. 100, voltou à sede da Bugatti, em Molsheim, na França, para passar por um processo de certificação, recuperação e reconfiguração.
O objetivo era resgatar as características originais do projeto e preservar a história do modelo.
O trabalho foi feito pelo programa La Maison Pur Sang, criado pela fabricante para pesquisar o histórico dos carros, certificar sua autenticidade e realizar restaurações.
Os valores do carro e da restauração não foram divulgados.
A iniciativa também auxilia colecionadores a encontrar modelos para suas coleções e permite que os veículos sejam recuperados de acordo com suas especificações originais ou modificados conforme a vontade dos proprietários.
Como um Tesla voou e andou de ponta-cabeça.
No caso do Veyron de chassi 8. 100, uma das etapas centrais foi retirar personalizações acrescentadas posteriormente. A intenção era recuperar a proposta original do carro, mantendo suas características históricas.
A montadora não detalhou quais peças foram substituídas ou reparadas durante o serviço. O trabalho divulgado, porém, incluiu a certificação do exemplar e a recuperação cuidadosa de sua configuração.
O acabamento externo é o principal diferencial do Veyron. Em vez de esconder o metal sob uma pintura convencional, a carroceria utiliza alumínio polido exposto, que reflete a luz e cria o efeito espelhado nas superfícies do carro.
A solução exigiu um trabalho cuidadoso desde a fabricação. Blocos de alumínio que pesavam até 20 toneladas foram levados para Molsheim para viabilizar o projeto.
Antes de chegar à oficina, o desenho passou por estudos de proporções, superfícies e iluminação. Depois de definido o visual, o trabalho foi realizado no ateliê da Bugatti, onde profissionais especializados deram forma ao projeto.
A fabricante também documentou as etapas de criação, formando um registro do desenvolvimento de um dos projetos mais singulares da época do Veyron.
Por dentro, o carro combina couro vermelho Carmine Red, fibra de carbono aparente, alumínio polido e detalhes feitos à mão. O interior vermelho cria um contraste com a carroceria metálica.
O Veyron Grand Sport Vitesse também se destaca pelo conjunto mecânico. O modelo usa um motor W16 de 8. 0 litros, com quatro turbos, capaz de entregar 1. 200 cv de potência e 153 kgfm de torque.
Mais de uma década depois de sua criação, o Veyron está na Riviera Francesa, região que inclui Mônaco.
A Bugatti descreve o exemplar como um dos mais raros Veyron Grand Sport Vitesse já produzidos.
Segundo Luigi Galli, especialista em patrimônio histórico e certificação da montadora, o programa busca acompanhar os colecionadores desde a pesquisa sobre a história de um veículo até a preservação de sua autenticidade para o futuro.
Outro carro raro ligado a Fernando Alonso é o Pagani Zonda Roadster Diamante Verde, um exemplar único que o piloto comprou também por meio da empresa alemã Mechatronik.
Fabricado em 2017, o superesportivo tem motor V12 de 760 cavalos, carroceria com fibra de carbono aparente e pintura especial.
O nome Diamante Verde faz referência à combinação exclusiva de cores e acabamentos do carro. A configuração foi criada na própria fábrica da Pagani, seguindo as especificações da linha 760.
Não se trata de uma conversão feita posteriormente por uma empresa especializada, mas de uma unidade produzida originalmente com essas características.
O exemplar é um dos mais exclusivos da família Zonda e tinha apenas 800 quilômetros rodados quando foi entregue a Alonso.
Desde que saiu da fábrica, segundo a Mechatronik, teve somente um proprietário anterior, de acordo com o histórico.
Uma das principais diferenças do Diamante Verde está no conjunto externo. A carroceria combina fibra de carbono aparente com uma pintura especial, aplicada por um processo que não foi utilizado da mesma maneira em nenhum outro Pagani.
O capô dianteiro também chama a atenção. A peça foi originalmente desenvolvida para o Zonda 760LM, enquanto os para-lamas dianteiros são mais largos que os de outras configurações do superesportivo.
A construção utiliza um chassi que combina carbono e titânio, material que faz parte da estrutura do carro. O acabamento interno segue uma proposta mais discreta, com Alcantara preta.
Por ser um roadster, o modelo permite dirigir sem teto. Nessa configuração, os ocupantes ficam mais próximos do som produzido pelo motor e pela admissão de ar, que alimenta o V12 por meio de dutos conectados a uma entrada no estilo da configuração Cinque.
O Pagani Zonda Roadster Diamante Verde é equipado com um motor Mercedes-AMG V12 de 7. 3 litros. O conjunto entrega 760 cv de potência.
O sistema de escapamento também tem componentes específicos. Os coletores, com formato trabalhado e revestimento cerâmico, direcionam os gases para quatro silenciadores azulados de liga de inconel.
Na traseira, as quatro saídas ficam agrupadas dentro de um elemento circular, característica visual dos modelos da Pagani.
Em números
- Blocos de alumínio que pesavam até 20 toneladas foram levados para Molsheim para viabilizar o pro
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