O relacionamento dos astros do cinema teve uma virada depois dos anos 1990; hoje, Stallone reconhece que competição foi essencial para que ele se esforçasse mais em seu trabalho.
Sylvester Stallone, astro das franquias Rambo e Rocky, confessou que tinha uma rivalidade tão intensa com Arnold Schwarzenegger, de O Exterminador do Futuro (1984), nos anos 1980, que eles “não suportavam” ficar no mesmo ambiente.
Hoje, os dois atores são amigos e já estrelaram grandes filmes juntos, mas, durante o auge de suas carreiras no cinema de ação, eles competiam por tudo. Em entrevista ao The New York Times, Stallone afirmou que a rixa era uma questão “de vida ou morte” — e que os dois passaram muitos anos sem se falar.
Questionado sobre por que detestava Schwarzenegger, ele respondeu: “Porque ele era um desafio”.
Stallone conta que teve um pensamento imediato quando o conheceu: “‘Nossa, é com esse cara que vou ter problemas'”. “E, com certeza, tivemos”, disse, rindo.
Ao The NY Times, Stallone comparou sua relação com o ator com a rivalidade de Muhammad Ali e Joe Frazier, dois boxeadores da categoria dos pesos-pesados que protagonizaram uma das maiores competições da história do esporte.
Apesar de anos de provocações mútuas, o relacionamento dos astros teve uma virada depois dos 1990. Eles se tornaram sócios na rede de restaurantes Planet Hollywood em 1991, e anos depois estrelaram juntos as franquias de sucesso Os Mercenários (2010) e Rota de Fuga (2013).
Schwarzenegger é filiado ao Partido Republicano dos EUA desde 1983, e atuou como Governador da Califórni por dois mandatos consecutivos, entre 2003 a 2011. Embora mantenha seu registro no Partido Republicano, ele hoje adota uma postura “independente” e declarou publicamente seu voto na candidata democrata Kamala Harris nas eleições presidenciais de 2024.
Questionado sobre a entrada de Schwarzenegger na política, Stallone afirmou: “No começo, eu pensei: ‘Ah, qual é, atores na política? É como água e óleo’, porque atores são muito egocêntricos, e políticos, se forem bons, deveriam ser o oposto.
Mas ele foi realmente sincero, e não sei por quê, mas ele me convidou para um evento. E aí, com certeza, nos demos muito bem. Ele é único”.
Olhando em retrospectiva, Stallone reconhece que a competição foi essencial para que ele se esforçasse mais no cinema. “Estávamos nos provocando constantemente, o que acabou sendo fantástico.
Me arrependo de algumas coisas que disse sobre ele, mas ele me antagonizou de uma forma criativa, e eu o antagonizei também”, confessa.
Isso nos forçou a ir além, com armas maiores, mais barulho, mais ação, corpos estripados, tudo, até que realmente criamos um nicho que nunca mais será igual, aquele gênero de ação exagerado dos anos 80 que ele e eu criamos.
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