Em uma audiência na semana passada, o juiz Huey Cotton deixou claro que Avila teria de passar por um novo julgamento sobre os danos caso recusasse a indenização reduzida.
Na audiência da semana passada, Doumanian argumentou que Avila sofreu uma lesão grave no nervo radial, que reduziu os movimentos do pulso e dos dedos e prejudicou sua capacidade de segurar objetos, escrever à mão, digitar, vestir-se, cuidar da higiene pessoal, limpar e realizar outras atividades cotidianas.
Brown e Avila depuseram no julgamento realizado na região de Van Nuys, em Los Angeles. Avila caiu no choro ao relatar aos jurados o ataque ocorrido em 12 de dezembro de 2020 na casa de Brown, no bairro de Tarzana, no Vale de San Fernando.
Ela disse que o ataque causou ferimentos graves no braço e no rosto, cicatrizes extensas e transtorno de estresse pós-traumático. “Nunca mais serei a mesma”, afirmou em espanhol, com tradução de um intérprete.
Falando em voz baixa, Avila contou que havia saído para esvaziar o saco de um aspirador de pó quando o grande cão de guarda, também conhecido como ovcharka da Ásia Central, avançou sobre ela sem aviso.
Com as mãos visivelmente trêmulas, ela arregaçou a manga para mostrar a pele elevada e marcada que cobria o antebraço esquerdo. Em seguida, tirou os óculos para revelar um conjunto de cicatrizes que se estendia da região abaixo do olho esquerdo até a testa.
Os cortes no rosto exigiram dezenas de pontos.
Brown, de 37 anos, depôs como primeira testemunha e se lembrou de ouvir o cachorro Hades rosnando do lado de fora. Ele correu escada abaixo e encontrou Avila de bruços e imóvel no chão.
Brown disse aos jurados que prendeu o cachorro, gritou para que seu segurança pedisse ajuda e se abaixou para verificar se Avila estava respirando. Ele reconheceu que não ligou pessoalmente para o serviço de emergência, afirmando que temia que uma gravação vazasse para a imprensa.
Também disse que nunca tocou em Avila, mas avisou que o socorro estava a caminho enquanto ela permanecia na entrada da casa com ferimentos ensanguentados.
Brown afirmou que deixou a propriedade antes da chegada dos paramédicos porque seu empresário supostamente sugeriu que fizesse isso. Ele também confirmou que nunca pediu à equipe de segurança que preservasse as imagens das câmeras de vigilância da casa relacionadas ao incidente.
Antes do julgamento, Brown admitiu negligência com base na lei da Califórnia sobre mordidas de cães. Ele continuou contestando a gravidade dos ferimentos de Avila e alegou que ela tinha parte da culpa por ter saído sozinha.
Em números
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