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Mundo Revisado por ULTRA AI

Vida é reduzida a enterros e sobrevivência no estado de La Guaira após terremotos

Moradores relatam perda de trabalho, rotina e perspectiva de permanecer na área impactada por sismo na Venezuela

2 min de leitura
Mundo — imagem padrão

Havia um outdoor na estrada litorânea ao longo da costa norte da Venezuela com uma foto gigantesca do ex-líder do país, Nicolás Maduro, sorrindo junto as palavras "uma terra onde correm leite e mel", uma expressão bíblica que descreve uma terra abençoada.

Mas atrás da placa não havia Maduro, nem leite, nem mel. Apenas montanhas de escombros, sacos mortuários e acampamentos improvisados para milhares de venezuelanos que ficaram desabrigados após os devastadores terremotos consecutivos de junho.

La Guaira, antes um animado refúgio à beira-mar e o estado mais atingido pelo desastre, foi completamente desfigurada. Altas torres residenciais com vista para o Caribe se transformaram em pilhas empoeiradas de destroços retorcidos.

Com cerca de 24 mil desabrigados e centenas de edifícios danificados ou destruídos, segundo o regime, a faixa litorânea tornou-se um imenso acampamento humanitário, onde muitos vivem em barracas próximas aos escombros.

A presença incontornável do mar e de sua brisa salgada de verão contrastava com a presença quase constante da morte —nos corpos que continuavam a emergir dos escombros, nos sacos mortuários sobre caminhonetes, nas caixas com cinzas levadas do necrotério para carros, casas, abrigos ou altares de igrejas.

Espaços projetados para o lazer, os negócios ou o comércio cumprem apenas duas funções essenciais: sobrevivência ou sepultamento.

O McDonald’s, uma parada popular entre moradores e turistas a caminho da praia, funciona como hospital de campanha. O porto foi transformado em um necrotério lotado.

O campo de golfe e um resort de surfe viraram acampamentos de desabrigados.

Os acampamentos lamacentos e infestados de moscas em La Guaira levantam questões urgentes sobre onde a enorme quantidade de deslocados acabará vivendo e como poderá ser o futuro da região, que já foi uma das principais portas de entrada da Venezuela.

Os desafios são ainda maiores porque esta é a segunda vez em menos de três décadas que a área enfrenta uma tarefa colossal de reconstrução após um desastre natural.

Em números

  • Com cerca de 24 mil desabrigados e centenas de edifícios danificados

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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