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Ucrânia diz que Starlink voltou a funcionar; Elon Musk acusa país de usar sistema para ataques

Serviço de satélite ficou restrito por mais de uma semana, afetando operações de Kiev. Bilionário dono da rede afirmou que fechou 'brecha' usada pelos militares

3 min de leitura
Ucrânia diz que Starlink voltou a funcionar; Elon Musk acusa país de usar sistema para ataques

A Ucrânia anunciou neste sábado que o sistema de satélites Starlink e sua versão militar, Starshield, voltaram a funcionar plenamente após mais de uma semana de restrições.

O bloqueio parcial havia prejudicado operações militares de Kiev e elevado a tensão com os Estados Unidos.

Horas após o anúncio ucraniano, o bilionário Elon Musk, dono dos sistemas, acusou os militares do país de violarem os termos de serviço da plataforma.

Os militares da Ucrânia violaram os termos de serviço do Starlink e o usaram para ataques ofensivos de drones para matar pessoas. Essa brecha foi fechada na semana passada", escreveu Musk na rede social X.

Até a última atualização desta reportagem, autoridades ucranianas não haviam comentado a declaração do empresário.

Os problemas de conexão ocorreram após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um acordo para comprar diesel russo, ao mesmo tempo em que pressionava Kiev a parar de atacar refinarias de petróleo da Rússia.

Na sexta-feira, contrariando uma declaração própria de que os serviços já haviam sido restaurados, Trump disse que, se os problemas persistissem, ele "resolveria a situação.

Segundo autoridades ucranianas, as restrições limitaram a operação dos terminais de satélite em equipamentos que se deslocavam a mais de 160 km/h.

Isso prejudicou a capacidade dos militares de interceptar drones de ataque russos e forçou o cancelamento de algumas missões.

Segundo Zelensky, a normalização começou durante a madrugada. O Ministério da Defesa da Ucrânia informou que a conexão permanecia estável em velocidades de deslocamento superiores a 400 km/h.

A Ucrânia não depende da rede de Musk para guiar drones de longo alcance em território russo (como nos ataques a refinarias).

No entanto, o Starlink é vital para as comunicações na linha de frente. Além disso, o uso de drones de ataque de médio alcance equipados com Starshield ajudou a Ucrânia a ganhar vantagem em várias áreas do campo de batalha neste ano.

A limitação técnica gerou indignação na Ucrânia, especialmente porque coincidiu com falhas nos alertas de aliados sobre a chegada de mísseis russos — embora Kiev tenha afirmado posteriormente que continuou recebendo dados de inteligência dos EUA.

Até o momento, nem Elon Musk, nem o governo dos EUA assumiram a responsabilidade pela restrição. Publicamente, ambos declararam que qualquer decisão desse tipo só poderia ter sido tomada pela outra parte.

A agência de notícias Reuters, no entanto, informou que a ordem para limitar o Starshield partiu de dentro da Casa Branca.

Segundo fontes ouvidas pela agência, em ocasiões anteriores, governos dos EUA já haviam pedido à SpaceX (empresa de Musk que opera o Starlink) para ativar ou desativar o serviço em vários países.

Em números

  • Imitaram a operação dos terminais de satélite em equipamentos que se deslocavam a mais de 160 km/h
  • Nia informou que a conexão permanecia estável em velocidades de deslocamento superiores a 400 km/h

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