Neste sábado, foi a vez de São Tomé e Príncipe discursar na Assembleia Geral da ONU. A nação insular africana foi representada pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Ilza Maria dos Santos.
A ministra fez um apelo para que o Índice de Vulnerabilidade Multidimensional seja aplicado para criar critérios concretos de acesso ao financiamento. Ela pediu também a plena operacionalização do Fundo de Perdas e Danos e um acesso mais simples e efetivo ao Fundo Verde para o Clima.
A representante de São Tomé e Príncipe declarou que em uma economia insular dependente da importação de combustíveis, o custo e a fiabilidade da eletricidade têm impactos em todos os setores.
A nação africana de língua portuguesa está perseguindo a implementação de um Programa de Transição Energética e um Pacto Nacional de Energia, visando um sistema energético mais “limpo, acessível, seguro e estável”.
Ainda na pauta ambiental, a representante são-tomense falou da importância do oceano na estratégia nacional. Segundo ela, a decisão da Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura, Unesco, que classifica todo o território do país como reserva da Biosfera, contribui com a preservação da natureza e para o combate a práticas criminosas.
Outra área considerada prioritária pelo governo é a segurança alimentar e o reforço da capacidade produtiva. A nação lusófona quer reduzir a dependência das importações, aumentar a produção nacional e garantir aos agricultores melhor acesso aos mercados.
O objetivo é fazer com que uma maior parcela do valor gerado por produtos agrícolas, como cacau e café, permaneça no país.
Ilza Maria dos Santos enfatizou que todas essas medidas têm a meta de preservar recursos para as futuras gerações e criar espaço para a juventude.
A ministra também mencionou a preocupação com os conflitos na Ucrânia, no Sudão, no Sahel, nos Grandes Lagos, no Chifre da África e no Oriente Médio, apelando ao reforço da diplomacia, ao diálogo e à proteção dos civis.
A representante declarou que São Tomé e Príncipe permanecerá fiel à Carta das Nações Unidas, ao direito Internacional, à paz, aos direitos humanos e ao multilateralismo.
Ela ressaltou que o país quer se afirmar como uma voz de diálogo e moderação e um parceiro empenhado na estabilidade do Golfo da Guiné.
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