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Corumbá - MS | Sábado, 7 de novembro de 2026 | 20:50

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Presidente de Israel indica opositor para formar novo governo e pode acabar com era Netanyahu

Ex-chefe militar, Gadi Eisenkot rejeita extrema direita e critica violência de colonos

4 min de leitura
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A era de Binyamin Netanyahu no poder de Israel pode chegar ao fim nas próximas semanas. O presidente do país, Isaac Herzog, indicou Gadi Eisenkot, principal rival político do atual premiê, para tentar formar um novo governo no Estado judeu.

A indicação ocorreu poucos dias após as eleições legislativas israelenses, realizadas em 27 de outubro, que terminaram sem que nenhum dos blocos políticos conquistasse maioria no Parlamento.

Desde então, Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas, recebeu o maior número de indicações dos partidos, inclusive de legendas que representam a minoria árabe, embora tenha descartado formar uma coalizão com elas.

O presidente Herzog convidou Gadi Eisenkot para a residência presidencial, onde amanhã [domingo, 8] receberá a tarefa de formar o governo", afirmou o porta-voz de Herzog, cujo papel, em grande parte cerimonial, inclui indicar um candidato para formar um governo após as eleições.

Em uma publicação no X, Eisenkot escreveu: "Agora é a hora de formar um governo de emergência nacional. Farei tudo o que puder para garantir que estejamos à altura.

Durante a campanha, os partidos do bloco oposicionista, liderados pelo Yashar, de Eisenkot, concentraram suas críticas na gestão de Netanyahu e na condução das guerras na região.

O pleito do mês passado foi o primeiro desde os ataques terroristas do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023. Os eleitores foram às urnas para escolher os 120 integrantes do Parlamento israelense, o Knesset.

O Likud, partido de Netanyahu, conquistou a maior bancada, com 27 cadeiras.

A legenda governa atualmente com o apoio de outros partidos religiosos e de extrema direita. Juntas, as siglas que compõem o bloco de Netanyahu conquistaram 53 cadeiras, número insuficiente para garantir a maioria parlamentar, de 61 assentos, e que exige novas alianças para a formação de um governo.

Na oposição estão, além de Eisenkot, os ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, além de Yair Golan, general da reserva das Forças Armadas. Juntos, os partidos liderados por eles conquistaram 48 cadeiras no Knesset.

Com a indicação de Eisenkot por Herzog neste sábado, as atenções se voltam para as negociações que o bloco oposicionista terá de conduzir para tentar formar um novo governo.

A possibilidade de aliança com os dois partidos árabes já foi discutida por lideranças dos diferentes campos políticos. A hipótese, no entanto, enfrenta resistência até mesmo entre opositores de Netanyahu, que descartam governar com o Ra’am e a Lista Conjunta —partidos que, juntos, conquistaram um recorde de 19 cadeiras nesta eleição.

Outra alternativa seria a formação de um governo sem maioria parlamentar. Nesse cenário, os partidos da oposição poderiam firmar um acordo com as legendas árabes para obter apoio a propostas do Executivo, sem que elas integrassem formalmente a coalizão governista.

Com a indicação de Herzog, Eisenkot tem 28 dias para negociar a formação de um novo governo, prazo que pode ser prorrogado por mais 14. Se não conseguir chegar a um acordo —seja para formar uma coalizão majoritária, seja para governar com apoio externo—, o presidente poderá indicar outro nome para tentar formar o governo.

Filho de imigrantes marroquinos, Eisenkot, 66, pode se tornar o primeiro premiê do país oriundo da comunidade mizrahi de Israel, formada por judeus cujas raízes remontam ao Oriente Médio e ao Norte da África.

Reservado e considerado avesso à mídia, ele só ingressou na política em 2022. Eisenkot integrou, de forma breve, o gabinete de guerra de Netanyahu após o ataque do Hamas a Israel em 2023, antes de voltar à oposição.

Com o conflito em curso, ele chegou a repreender Netanyahu por sua condução da campanha militar na Faixa de Gaza e afirmou que não voltaria a integrar um governo ao lado dele.

A imagem de Eisenkot também está ligada ao preço pessoal pago por sua família desde 2023: um filho e dois sobrinhos morreram combatendo em Gaza.

Eisenkot enfatizou suas credenciais na área de segurança durante a campanha, citando sua "doutrina Dahiyeh", de responder a ataques com força desproporcional, que empregou como comandante durante a guerra de Israel contra o Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano, em 2006.

O ex-militar criticou a violência de colonos contra palestinos, que aumentou desde 2023. Ele também se opõe aos parceiros de extrema direita da coalizão de Netanyahu, Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, alvos de sanções de alguns países ocidentais por incitarem a violência contra palestinos.

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