Se nenhuma notícia é boa notícia, como se diz desde os tempos do rei James 1º da Inglaterra (1566-1625), todos saíram ganhando da visita de Estado de Xi Jinping aos Estados Unidos.
A viagem do líder chinês em si, primeira do tipo desde 2015, descontando aí o encontro com o mesmo Donald Trump no resort de Mar-a-Lago em 2017, já é notável. Qualquer reunião entre quem comanda os países à frente de 43% do PIB mundial é importante.
Quando ambas as nações estão em polos opostos numa Guerra Fria 2. 0 iniciada em 2017 pelo republicano e nos dois principais conflitos ativos do mundo, para não falar na disputa tarifária em curso, o mero fato de passarem três horas trancados conversando merece atenção.
De forma algo previsível, a vacuidade de progresso visível foi o que chamou a atenção. No campo simbólico, Xi voltou para a China com uma vitória sobre o anfitrião, além de uma escultura de águia-careca de gosto duvidoso como suvenir.
Afinal de contas, a ausência de confronto aberto lhe é benéfica em um momento em que lida com o agravamento da crise econômica decorrente do estouro da bolha imobiliária chinesa.
Se a mesura desabrida, como se viu com um Trump quase subserviente aos pés do Boeing-747 da Air China de Xi, é parte integral do manual do republicano para negociações, antes ela do que o outro extremo de seu procedimento usual —a pancadaria.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…