Ir para o conteúdo

Sexta-feira, 25 de setembro de 2026 | Corumbá - MS | 35°C Céu limpo

Brasil

RJ tem 1,8 mil adolescentes e crianças acolhidos, com alta de 10,8%; mais da metade não recebe visitas

Negligência é o principal motivo para o acolhimento, segundo levantamento; proporção de acolhidos que estudam também aumentou

4 min de leitura
Brasil — imagem padrão

O número de crianças e adolescentes acolhidos no estado do Rio de Janeiro aumentou 10,8% em 2026, segundo o 37º Censo da População Infantojuvenil Acolhida, que foi apresentado nesta sexta-feira (25) pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

  • Abusos físicos ou psicológicos: 148 (8%).
  • Abandono pelos pais ou responsáveis: 139 (7,5%).
  • Em razão da própria conduta: 84 (4,5%).
  • Transferência de outro regime de atendimento: 77 (4,2%).
  • Abuso sexual ou suspeita de abuso sexual: 76 (4,1%).

Ao todo, foram registrados 1. 854 crianças e adolescentes em serviços de acolhimento neste ano. No mesmo período de 2025, eram 1. 673.

A negligência aparece como o principal motivo para o acolhimento, responsável por 46,1% dos casos.

Os dados são produzidos a partir das informações registradas no Módulo Criança e Adolescente (MCA), sistema mantido pelo MPRJ desde 2007 para acompanhar a situação de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar.

O levantamento também traça o perfil das crianças e adolescentes acolhidos. Pretos e pardos representam 79,1% do total: são 1. 467 dos 1. 854 acolhidos. Entre eles, 860 foram registrados como pardos e 607 como pretos.

A distribuição por idade mostra uma concentração importante na primeira infância.

O número de meninos e meninas é praticamente idêntico: são 928 do sexo masculino e 926 do feminino.

O próprio MPRJ destaca que, na comparação histórica, houve avanço da participação da primeira infância entre os acolhidos, além de uma redução do tempo médio de institucionalização e de uma desconcentração dos acolhimentos em relação à capital.

O censo aponta ainda 202 crianças e adolescentes aptos à adoção, o equivalente a 10,9% de toda a população acolhida.

A maior parte, no entanto, já passou da primeira infância. Entre os aptos, 80 têm entre 12 e 15 anos e 56 têm entre 16 e 18 anos. Há 33 crianças de até 6 anos e outras 33 entre 7 e 11 anos.

Além disso, 158 dos 202 aptos à adoção são pretos ou pardos, 36 têm algum tipo de deficiência e 91 apresentam doenças que, segundo os critérios adotados pelo censo, podem influenciar a colocação em família substituta.

O levantamento considera aptos à adoção os acolhidos que estão juridicamente liberados para colocação em uma família substituta — por exemplo, após destituição definitiva do poder familiar, em casos de orfandade ou quando a filiação é desconhecida.

Mais de 200 estão acolhidos há pelo menos 3 anos.

Apesar de o acolhimento ser uma medida que deve ter caráter provisório, 201 crianças e adolescentes estão no sistema há mais de três anos.

São 81 entre três e quatro anos; 51 entre quatro e cinco anos; 62 entre cinco e dez anos; e 7 que permanecem acolhidos há mais de uma década.

A maior parcela, porém, está há menos tempo no sistema: 707, ou 38,1%, foram acolhidos há menos de seis meses. Outros 374 estão entre seis meses e um ano.

A legislação estabelece como regra que a permanência em programa de acolhimento não ultrapasse 18 meses, salvo quando houver necessidade comprovada e fundamentada pela Justiça.

Capital concentra 1 em cada 4 acolhidos.

Na capital, 234 dos 476 acolhidos não recebem visitas, e 48 estão aptos à adoção.

Em números proporcionais à população, porém, municípios menores aparecem no topo. Duas Barras tem a maior taxa do estado, com 6,375 crianças e adolescentes acolhidos para cada 10 mil habitantes, seguida de Cardoso Moreira (6,174) e Paty do Alferes (6,077).

O MCA reúne informações inseridas por serviços de acolhimento, Conselhos Tutelares, Promotorias de Justiça, Juízos da Infância e Juventude e outros órgãos da rede de proteção.

Os números do censo retratam quem estava em acolhimento institucional ou familiar em 30 de junho de 2026.

Em números

  • RJ tem 1,8 mil adolescentes e crianças acolhidos, com alta de 10

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Brasil
Musica — imagem padrão
Musica

Roland announces its first standalone US store to open in New York

Isso inclui pedais e amplificadores de efeitos BOSS, samplers SP, máquinas de bateria Roland TR e mais. De acordo com um comunicado de imprensa, a loja será dividida em diferentes áreas, com um showroom principal contend

Em Musica
Ex-membro do Slipknot virá ao Brasil para evento de terror
Musica

Ex-membro do Slipknot virá ao Brasil para evento de terror

Chris Fehn, conhecido como o ex-percussionista e #3 do Slipknot, foi confirmado como uma das atrações internacionais da Horror Expo 2026. O músico americano marcará presença nos dois dias do evento, que será realizado em

Em Musica