Ir para o conteúdo

Corumbá - MS | Quinta-feira, 29 de outubro de 2026 | 09:56

ULTRA CONECT
Mundo

Osso de 30 mil anos encontrado em caverna francesa revela conexões surpreendentes entre o Leste e o Oeste

Análise de DNA antigo derruba a ideia de que as populações do leste e do oeste do continente viviam isoladas

4 min de leitura
Mundo — imagem padrão

Cientistas analisaram o genoma de três pessoas que viveram na Europa há 30. 000 anos e descobriram uma conexão de parentesco impressionante. Naquela época, logo após a extinção dos neandertais, florescia no continente a cultura Gravetiana, famosa por espalhar artefatos marcantes como as pequenas estatuetas chamadas de Vênus.

  • Mistério da "Cachoeira de Sangue" esconde vida marinha ancestral na Antártida.
  • Não precisa de machos? Tubarões fêmeas isoladas há anos surpreendem cientistas ao gerarem filhotes sozinhas.

Antes desse estudo, como a ciência só tinha conseguido analisar o DNA de cerca de 24 esqueletos desse período, acreditava-se que as pessoas da Europa Ocidental e da Oriental quase não se misturava.

Mas o estudo publicado na revista Science Advances com achados da Espanha, França e Itália mostrou que havia um intenso vaivém de genes entre as duas regiões. A descoberta incrível na Caverna de Isturitz A grande peça desse quebra-cabeça veio de um osso de uma mulher que viveu há 30 mil anos no sudoeste da França, na Caverna de Isturitz.

O local tem um histórico curioso: além de ter sido usado por neandertais no passado, serviu até para abrigar taças feitas de crânios humanos milênios depois. O antropólogo Pere Gelabert, da Universidade de Viena, explicou que o DNA dessa mulher tinha a base do oeste europeu, mas trazia marcas claras do leste.

Essa mistura ocorreu por um deslocamento de populações que migraram do oriente entre 31. 500 e 32. 500 anos atrás, mostrando que as fronteiras da época eram bem mais abertas.

Um ponto de encontro movimentado e nada de parentesco A Caverna de Isturitz funcionava como um verdadeiro ponto de encontro no continente, pois ficava bem no caminho entre a Europa Central e a Península Ibérica.

Além disso, a genética revelou que os três indivíduos analisados tinham pele escura, cabelos escuros e olhos escuros. Outro detalhe interessante é que nenhum dos três era filho de pais aparentados, sinal de que esses grupos caçadores-coletores evitavam o casamento entre parentes próximos (endogamia).

No fim das contas, a vida social e o mapa genético da Idade da Pedra eram muito mais dinâmicos do que a gente imaginava.

Análise de DNA antigo derruba a ideia de que as populações do leste e do oeste do continente viviam isoladas.

CompartilharAdicionar CNN Brasil aoNa caverna de Isturitz, foram descobertos os ossos de uma mulher da era Gravetiana • Crédito da imagem: Séverine DabadieCientistas analisaram o genoma de três pessoas que viveram na Europa há 30.

A descoberta incrível na Caverna de Isturitz.

A grande peça desse quebra-cabeça veio de um osso de uma mulher que viveu há 30 mil anos no sudoeste da França, na Caverna de Isturitz. O local tem um histórico curioso: além de ter sido usado por neandertais no passado, serviu até para abrigar taças feitas de crânios humanos milênios depois.

O antropólogo Pere Gelabert, da Universidade de Viena, explicou que o DNA dessa mulher tinha a base do oeste europeu, mas trazia marcas claras do leste. Essa mistura ocorreu por um deslocamento de populações que migraram do oriente entre 31.

Um ponto de encontro movimentado e nada de parentesco.

A Caverna de Isturitz funcionava como um verdadeiro ponto de encontro no continente, pois ficava bem no caminho entre a Europa Central e a Península Ibérica. Além disso, a genética revelou que os três indivíduos analisados tinham pele escura, cabelos escuros e olhos escuros.

Em números

  • A grande peça desse quebra-cabeça veio de um osso de uma mulher que viveu há 30 mil anos no sudoeste da França, na Caverna de Isturit
  • Osso de 30 mil anos encontrado em caverna francesa revela conexõ

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo