Trump participou, nesta terça-feira (22), da abertura da 81º Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ele discursou logo após o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que ressaltou, entre outros temas, que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.
O presidente dos EUA Donald Trump destacou, em seu discurso na ONU, a invasão ilegal promovida contra a Venezuela, em janeiro deste ano. Ele comemorou o “acordo” petroleiro firmado com a presidente encarregada Delcy Rodríguez, que garante o controle de até 21% do petróleo da Venezuela a uma empresa ligada ao Pentágono.
Os EUA invadiram a Venezuela e sequestraram o presidente Nicolás Maduro alegando que Caracas seria um “narcoestado”, argumento rejeitado por especialistas.
Após a prisão de Maduro, o Departamento de Justiça dos EUA retirou a acusação de que ele lideraria o suposto “Cartel de Los Soles”. A existência desse grupo não é consenso entre especialistas.
Na semana passada, os EUA retiraram a Venezuela da lista de países que não combatem o narcotráfico, onde estava desde 2005.
Trump ainda voltou a fazer ameaças a Cuba. A delegação da ilha caribenha se retirou do plenário da ONU durante a fala do presidente dos EUA em sinal de protesto.
Ainda durante o discurso na ONU, Trump voltou a comparar os cartéis de drogas da América Latina a organizações terroristas. Segundo ele, esses cartéis são semelhantes ao ISIS, grupo terrorista com origem no Iraque e na Síria.
Analistas vem alertando que essa posição da Casa Branca pode ser usada como “pretexto” para interferir na política interna dos países latino-americanos.
Trump fez menções diretas ao México. Disse que tem boas relações com o governo de Claudia Sheinbaum, mas que é inaceitável que os EUA façam fronteira com um país que é o “epicentro da violência dos cartéis”.
A presidenta mexicana vem elevando o tom contra medidas dos EUA que considera ingerência em assuntos internos. Claudia Sheinbaum têm defendido que a luta contra os cartéis não pode servir de “desculpa” para intervenções externas.
Antes da fala de Trump, o presidente Lula destacou que a América Latina e o Caribe vivem sob pressão por estarem próximas da maior potência militar do planeta.
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