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Na ONU, Brasil diz que a diplomacia é a única opção para resolver desafios globais

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro chefe de Estado a discursar no encontro de líderes internacionais na Assembleia Geral; ele citou número reco

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Na ONU, Brasil diz que a diplomacia é a única opção para resolver desafios globais

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro chefe de Estado a discursar no encontro de líderes internacionais na Assembleia Geral; ele citou número recorde de conflitos registrados em 2025 ao dizer que “a guerra é a falência total da política”; para Lula, ONU precisa voltar a ser o "templo da paz.

O mundo atravessa uma era recorde de conflitos armados e guerras refletindo o fracasso da política. A ONU está falhando em sua missão de “evitar o flagelo” de mais uma guerra mundial e por isso precisa voltar às suas origens como “templo da paz”.

Com essas palavras, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a tribuna da Assembleia Geral como primeiro orador do debate de líderes internacionais este ano.

Para Lula, existe um sentimento de indignação com os ataques generalizados ao multilateralismo em várias partes do globo. Segundo ele, a diplomacia é a única opção para resolver desafios globais.

Lula descreveu seu sentimento pessoal como indignação e disse que “liderar é conciliar o interesse da pátria com o interesse de toda a humanidade.”.

O líder brasileiro lembrou que o ano passado registrou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial. Para ele, é preciso conter conflitos regionais que avançam para “tragédias de proporções globais”.

Ele citou o exemplo do Estreito de Ormuz, uma das maiores passagens marítimas do mundo, que jamais poderia ter se tornado uma trincheira de guerra.

Ao citar avanços da Assembleia Geral, Luiz Inácio Lula da Silva falou do resoluções da Casa como a aprovada no início deste ano que declarou o tráfico transatlântico de escravos como o “mais grave crime contra a humanidade”, copatrocinada pelo Brasil, assim como a resolução de correção do mapa-múndi para refletir a realidade atual do globo.

Lula, que concorre à reeleição em seu país, numa disputa acirrada com outros candidatos, lembrou que em seu governo, o Brasil voltou a sair do mapa da fome, e adotou uma nova lei de combate à corrupção e ao crime organizado batendo recorde em apreensão de drogas, de bens e recursos ilícitos.

O presidente do Brasil afirmou que seu país está preparado para enfrentar as organizações criminosas que aterrorizam as comunidades. Mas disse que “essa responsabilidade não pode ser terceirizada e que não precisa de porta-aviões vigiando as águas brasileiras.”.

Ao comentar o combate às mudanças climáticas, Lula ressaltou que na era da desinformação, obscurantistas resistem às certezas da ciência. E é possível aliar desenvolvimento econômico com proteção ambiental.

Outro desafio para o presidente, é o mundo não enfrentar a regulação das big tecs e dos avanços da inteligência artificial. Indústrias milionárias das bets (empresas de apostas) transformam o vício em lucro deixando famílias inteiras vulneráveis.

Para o líder brasileiro, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, estão sendo atacados e que é preciso “colocar pobre no orçamento e levar os ricos fazerem sua parte”.

Ao apelar a outros chefes de Estado para a defesa da diplomacia, Lula pediu que a ONU volte a produzir esperança.

Após o Brasil, Angola deve assumir a tribuna como último Estado-membro orador desta terça-feira. Na quarta-feira, discursam Timor-Leste e Moçambique. Na quinta-feira, será a vez de Portugal.

Guiné-Bissau sobe à tribuna da Assembleia Geral na sexta-feira e Cabo Verde encerra a participação dos países lusófonos no sábado.

Em seu último discurso na Assembleia Geral como líder da ONU, António Guterres falou dos riscos da transferência de poder de governos para empresas e de seres humanos para máquinas; ele declarou que o mundo está se tornando multipolar e precisa funcionar com base na cooperação e não na coerção.

Saiba o que está em jogo na Semana de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas quando "o mundo desembarca em Nova Iorque"; Brasil é o primeiro país a discursar no encontro que reúne chefes de Estado e de Governo, representantes da sociedade civil e do setor privado, em eventos paralelos.

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