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Morte de civis em conflitos deve ser vista além da estatística, diz Ramos Horta

Presidente do Timor-Leste discursou no Debate Geral da ONU na quarta-feira; líder timorense e Prêmio Nobel da Paz afirma que mundo chegou ao “lamaçal da moral”

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Morte de civis em conflitos deve ser vista além da estatística, diz Ramos Horta

Presidente do Timor-Leste discursou no Debate Geral da ONU na quarta-feira; líder timorense e Prêmio Nobel da Paz afirma que mundo chegou ao “lamaçal da moral” ao não reagir contra a impunidade dos que provocam a perda de vidas em combates; Ramos Horta leu 10 perguntas de crianças e adolescentes timorenses para seus pares pedindo mais ação pela paz.

Para o presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, o cenário atual é de “total impunidade” frente a dezenas de milhares de mortes em conflitos armados pelo mundo.

O político timorense e Prêmio Nobel da Paz, que participa do Debate Geral de líderes internacionais nas Nações Unidas, encerrou seu discurso citando 10 crianças de seu país, que enviaram perguntas aos chefes de Estado e de Governo reunidos em Nova Iorque.

Segundo a ONU, 2025 registrou o maior número de conflitos armados da história desde a Segunda Guerra Mundial. E para Ramos Horta, é muito grave que a perda de vidas em conflitos pelo globo tenha se transformado em estatísticas sem uma face humana.

Nesta conversa exclusiva com a ONU News, José Ramos Horta contou que a ideia de trazer a voz de crianças e adolescentes timorenses para a Assembleia Geral foi algo espontâneo, e que ele espera que os líderes internacionais reflitam sobre este apelo promovendo paz em todas as partes do globo.

Quando perguntado sobre liderança e o futuro das Nações Unidas, o presidente do Timor-Leste repetiu a declaração de seu discurso na Assembleia Geral dizendo que é hora de uma mulher assumir o comando da ONU como secretária-geral, 80 anos após uma série de secretários-gerais homens.

Ramos Horta acredita que esse passo histórico pode trazer uma nova era também para a diplomacia.

O processo para escolher a pessoa que deve ocupar o posto de secretário-geral da ONU está ocorrendo desde julho. O Conselho de Segurança já realizou várias reflexões sobre os nomes, conhecidas como “eleições de palha”.

Até o momento, existem quatro mulheres e três homens concorrendo. O nome vencedor das eleições assumirá o posto deixado por António Guterres em 31 de dezembro deste ano para um mandato de cinco anos.

Após anos de estudos epidemiológicos, país recebeu validação internacional pela eliminação do tracoma, tornando-se referência em saúde ocular no Sudeste Asiático; resultado fortalece políticas de saneamento e amplia compromisso com meta global de erradicar a doença até 2030.

Presidente da nação insular de língua portuguesa leu recados enviados pela juventude timorense sobre paz e educação; José Ramos Horta lamentou o prolongamento das guerras e o crescimento da ameaça nuclear.

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