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Milei critica postura da ONU em relação às Malvinas e termina discurso com palavrão

Presidente argentino diz que entidade é

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O presidente da Argentina, Javier Milei, usou seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta quarta-feira (23), para criticar a postura da entidade em relação à disputa com o Reino Unido pelas ilhas Malvinas e terminou sua fala com um palavrão, algo que já havia feito no ano passado.

Antes de deixar a tribuna, despediu-se com seu mote: "Viva a liberdade, caralho.

Sob o argumento de que "sempre é preferível dizer uma verdade desconfortável do que uma mentira confortável", o ultraliberal disse que as Nações Unidas viraram "uma organização inútil, que só serve para alimentar uma casta de parasitas fatalmente arrogantes disfarçados de burocratas bem intencionados.

Quem deveria garantir a segurança coletiva e os direitos humanos fracassaram na tarefa", continuou, com sua retórica usual. "Em vez disso, permitiram o caos, a violência e o terrorismo internacional.

O exemplo desse fracasso que concerne à Argentina, segundo ele, é o das Malvinas, questão que virou prioridade de seu governo no último mês como uma "causa nacional", conforme reafirmou na tribuna de Nova York durante a manhã.

O núcleo das críticas do ultraliberal é o avanço dos projetos extrativistas nas ilhas à revelia das decisões argentinas, já que o Reino Unido considera as Falklands, como chamam o arquipélago, um território ultramarino britânico.

Milei, no entanto, citou a resolução da ONU que proíbe "alterações unilaterais à situação" enquanto a disputa não for resolvida.

De que serve uma resolução se, durante décadas, a outra parte pode agir de forma oposta, e essa resolução permanece intacta nos arquivos, impotente diante da realidade?", perguntou.

Uma instituição que não consegue fazer com que a sua palavra tenha peso na realidade perde o que mais importa: a sua autoridade.

Impulsionada por Donald Trump, que, no começo de setembro, disse não descartar uma revisão da neutralidade que os Estados Unidos adotam em relação à soberania do arquipélago, a Casa Rosada começou a agir frente ao Reino Unido diante do que considera uma inércia da ONU.

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